quarta-feira, 7 de junho de 2006
















Ontem a Dani me mostrou o texto de uma colega dela, muito legal, sobre a exposição ao máximo do Brasil (Copa) na mídia. E hoje a Ju me manda a imagem da capa do UOL. Destaque para a legenda na foto: "Ronaldinho fere nádegas durante treino da seleção brasileira". A foto, embora pequena aqui, é de Ronaldinho mostrando partes das nádegas feridas para os companheiros de time.

A que ponto chegamos? É realmente necessário, de cunho jornalístico, de importância vital para o leitor, saber que um jogador feriu as nádegas durante treino? E ainda por cima deixar isso na capa do UOL?

Bom, talvez eles estejam certos. Afinal, gerou polêmica.
Mas, para mim, é um pouco demais.

Fico enojado com tuda essa megaexposição em torno da seleção. Quanto mais temos acesso à informação rápida, menos importante ela fica.... Posted by Picasa

segunda-feira, 5 de junho de 2006







3 anos na TJG... Celebrate good times (cala-te boca)... Posted by Picasa
Na falta de uma foto nova, resolvi postar esta.
No dia do aniversário do Marcos, fizemos um happy no Mexicano. O gentleman foi. O sorriso da foto é proposital; a presença de Carlos foi tão inusitada no local que resolvemos tirar fotos ao estilo estou-ao-lado-de-uma-celebridade.

Não ficou cara de quem está do lado de alguém famoso?! Posted by Picasa

quinta-feira, 1 de junho de 2006

FEBRE da Copa do Mundo!!!

São tantas pessoas colecionando as figurinhas para o álbum que fica difícil citar aqui...

Alguém tem o Julio Baptista? Falta ele p completar o Brasil...

Só não peço para a Ju, afinal, ela é a única que não tomou parte nessa sadia brincadeira.
E também, mesmo que tomasse, não estaria disponível, afinal, quando não está aqui, está em Atibaia mesmo... Posted by Picasa

terça-feira, 30 de maio de 2006

Meu local de trabalho aqui na TJG é ao lado da impressora. Aliás, das impressoras: uma colorida e outra P&B.

Até aí tudo bem. Só que comecei a reparar, aos poucos, que toda pessoa que tem a (in)felicidade de sentar-se ao lado das impressoras da empresa recebe automaticamente o título de Specialist Printer Deskjet Laser Executive, ou algo do gênero.

Antigamente era com o Carlos Dias, o caríssimo, que sentava-se aqui. Agora, é comigo. Na época dele, eu era apenas mais um a fazer as mais mirabolantes questões ao gentleman. Só que o tempo passou, Carlos Dias se foi, e hoje, eu assumo seu lugar - não hiearquicamente, mas fisicamente mesmo.

Logo, um dia comum na TJG pra mim é repleto de questões como:

"De que lado eu ponho o papel rascunho para sair certo, assim ou assim?"

"Cadê o papel que eu tinha mandado imprimir agora pouco?!"

"Você sabe onde tem papel novo?"

"Luís, acabou o papel carta. Pega mais?"

"Está aparecendo 'pouca tinta'. Posso imprimir ainda ou é melhor trocar?"

"Aqui diz 'atolamento de bandeja'. O que eu faço?"

"'Não há documentos na fila. Luís, o que aconteceu?"

"Luís, vc pode pegar o papel que eu imprimi agora pouco?"

Em tempos difíceis como os que vivemos, é comum as pessoas assumirem mais de um cargo na mesma empresa. E foi assim que eu assumi mais uma função na TJG. Claro, pois as pessoas se dirigem a quem está mais próximos dos equipamentos quando algo está errado, afinal, esperam que uma pessoa que passa o dia vendo impressoras imprimindo saiba como agir diante do inesperado. Algumas, inclusive, chegam a ficar inconformadas diante da minha falta de solução para os seus problemas.

- O que houve aqui, Luís? Diz "pouca memória. Troque ISBII por um deskjet novo"
- Hmmmm...Não sei.
- Como não sabe? Você não fica aqui o dia inteiro?

Nada mais comum.

Pois eu lhes digo, pessoas: Não sei nada de impressoras. Não sei de que lado tem que ir o papel rascunho. Nao sei como desatolar o papel preso, e menos ainda como trocar o toner.

A habilidade sobre o tema possuída por mim é a mesma que todos os demais mortais da empresa têm: pouca, limitada e, provavelmente, enganosa.

Mas agora tenho que ir. Alguém mandou imprimir no modo "rascunho rápido" e as folhas estão caindo no meu pé.

Até.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Ultimamente nem tem dado tempo de escrever aqui...

A audiência de supostas 4 pessoas tem reclamado...

Entrou uma conta nova aqui, uma tal de Faurecia. Comunicação interna. O plano é muito legal, mas toma tempo, muito tempo, algo que eu não tenho...

Mas a gente vai se virando.... Estou aprendendo muito com a Renata.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

O Corinthians deu mais um exemplo ontem de como não se portar dentro e fora de campo.
A falta de organização de um time que acha que parcerias misteriosas e milionárias fazem milagre. Mas, no fim, nada mais justo, afinal o título do Brasileiro do ano passado foi tão deprimente quando a eliminação de ontem.

Vergonhoso... Faço minhas a palavras do Juca Kfouri (com alterações de Luís Fernando Ramos)...

Não basta perder e ser eliminado...

Tem que perder a dignidade... a compostura... a vergonha na cara... Um vexame sem tamanho...

Merece ser suspenso de competições internacionais por um bom tempo... para pensar na vida e tentar aprender que Libertadores é competição para gente grande!
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quarta-feira, 3 de maio de 2006

...e durante a aula (engraçadíssima, por sinal), exemplos de kitsch clássicos: relógio de frutas da cozinha, anão de jardim, eu, objetos de artesanatos do tipo "estive-em-XXX-e-lembrei-me-de-você", elefantes para deixar com a bunda (a do elefante) pra porta, etc... Posted by Picasa
Aula sobre kitsch (a arte menor, o exagero, ultrapassado, etc) na Cásper. Essa foi a preparação, ainda em casa. Estou kitsch o suficiente? Posted by Picasa

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Ah, uma curiosidade interessante sobre a fotos dos autores lá embaixo.

O Fernando e eu já estávamos de boné, então o Paulinho pediu para a funcionária do Mc Donald's, que tirou a foto, emprestar o boné dela, só para ele sair de boné também... Reparem o "M" no boné dele...
Teve ganso, sonho de verão, bolo de carne, torradas no azeite, peladinho, pedra grande, orkut, Dick Farney (irmão do Dick Valley Usseo), Prêmio Air France, violão ignorado, saco de supermercado sendo lavado na pia, vinho em copo de whiskey, cerveja (pouca, acredita? eu também não), cabelo molhado, feira das nações (que na verdade era dos estados), fanfarra ao som de Fábio Junior, namorado traficante, corrida de F1, CompreBem (Barateiro), buzinar para desconhecidos nas ruas, entre outras coisinhas. Ou seja: aguardamos o próximo feriado! Atibaia rules! Posted by Picasa
Aproveitando o momento raro (raro mesmo) para registrar uma fotografia. O último encontro entre os três autores do livro havia sido em outubro último, no evento da Siciliano. Da esquerda para a direita, Paulo Franco, eu e Fernando Thuler...

Agradeço muito a esses dois... Agora, é partir para o novo projeto! Posted by Picasa

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Diário do Chaves X Chaves: Foi Sem Querer querendo?
Roberto Gómes Bolaños X Joly, Thuler e Franco
R$ 19,90 X R$ 27,00
160 páginas X 160 páginas
Lançamento em Mar/06 X Lançamento em Set/05
Suma de Letras X Matrix
Ficção X Não-ficção (livro-reportagem)
Livro escrito pelo próprio "Chaves" X Conta como a série chegou ao país
Não fala sobre bastidores da série X Não entrevista o próprio Bolaños

terça-feira, 11 de abril de 2006

Claro, a Ju já estava antes de todos nós. Antes do próprio Jeffrey.

Mas, como o médico mudou, teve que fazer o tal do exame tbm.
Cris saiu.

Boa sorte.

Virgínia, Robson e Ju começaram.

Boa sorte.
"Noite do Terror do Joly I"
Imagine o que é você viver o papel do sujeito (que está perdendo a cabeça) ao lado. Pois foi isso que fizemos no último sábado. Caru, Pulga, BB e eu ficamos lá em casa quase que a noite toda jogando PS2. Aliás, um ótimo videogame. Quem não pensa em comprar um depois de ver isso?

A noite começou com a TV quebrada. E claro que meu pai aproveitou a oportunidade para mostrar seus dotes eletricísticos (essa palavra não existe!). Trocamos a TV 29'' por um 21''. Pena. A imagem não ficou tão boa, mas deu pra jogar bem, até.

Tinham diversos jogos excelentes, mas acabamos até abrindo mão ("mão de homem!") de ver alguns interessantes (como o GodFather) por ficar viciado no Resident Evil 4 (o da foto).

Foi sem dúvida o ponto alto da "noite de terror". Quando o cara veio com a motoserra e simplesmente arrancou a cabeça do personagem fora, todo mundo passou mal. Era uma gritaria, um tal de "vai pra lá!", "pega a munição", "anda mais rápido", "entra naquela porta".... Muito divertido.
Depois de ficarmos angustiados, desesperados, suados e cansados, terminamos a noite com um filminho tranquilo, Jogos Mortais. Super light.

Mal posso esperar pela próxima oportunidade. Só que, claro, com a agenda do casal, provavelmente só em outubro... de 2007.

Agora... Alguém dormiu naquela noite?! Posted by Picasa

terça-feira, 4 de abril de 2006

De volta com as imagens!
Esta, só para recomeçar, foi tirada após a coletiva da SE. Estávamos esperando o pessoal da logística chegar... Posted by Picasa

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Formatei o computador aqui e estou sem o Picasa. Sem ele, ainda não posso publicar fotos aqui. Voltamos ao velho esquema.

Na semana passada teve voz e violão no Memphis.

Da primeira vez, foram praticamente todas as pessoas que podiam.
Na segunda, novas ausências importantes, mas pelo menos foi o Urbano, que não tinha ido.

Também foram meus primos, e, surpresa, Caru e Beto. Foram os primeiros a chegar, e até nos ajudaram a bolar o tabuleiro do jogo (que jogo? Depois eu conto).

Como, desta vez, não foi NINGUÉM que não me conhecia, não precisei me prender ao velho repertório Shake, rattle and roll. Pude tocar diversas faixas (algumas, só o trecho inicial, é verdade), como:

  • Índia
  • Besame Mucho
  • Marca Missioneira
  • Amargurado
  • Fio de Cabelo
  • Hoje é Sexta-feira
E para contrastar um pouco, clássicos como:

  • Have You Ever Seen The Rain
  • Proud Mary
  • That's All Right
  • Hound Dog
  • Sweet Caroline
Até Detalhes, em versão PP, eu toquei.

quarta-feira, 29 de março de 2006

Desculpe, é BBB 6.
Obrigado, Ju.
Ontem acabou o BBB 5.

Não vi nenhum dia, mas não tem como não saber que ganhou uma pessoa de baixa renda de novo, como já tinha acontecido antes em outra edição (acho que era Cida né?). Afinal, está na capa do UOL e na boca de muitas pessoas.

O mais legal é ver as pessoas comentando aqui e ali sobre a fórmula do programa. A grande maioria delas viu todos os dias, ou se não viu, ficou ligada até o fim. Agora que chegou ao fim, fala que viu pouco, ou que a fórmula está gasta, que já não tem mais graça, e que não vai mais ver de novo.

Como brasileiro não tem memória mesmo, daqui 6 meses ou 1 ano criam uma nova edição com "novidades de enlouquecer". Pronto. Aí todo mundo que critica hoje vai lá e vê de novo.

Agradeço por, justamente na terça-feira, estar fazendo meu curso de Publicidade e Arte, e não preso em frente à TV vendo mais do mesmo.

Nota: Nada contra quem assiste, mas se eu acho que as novelas da Globo já cansaram há pelo menos uns 10 anos por contar basicamente as mesmas histórias (com exceções ora ou outra), que dirá assistir um reality show que contém sempre a mesma estrutura, onde só mudam os bonecos? Pode até não ser perda de tempo para alguns, mas, que não adiciona nada, isso não.

quarta-feira, 15 de março de 2006

Simplesmente o máximo!
Fizemos uma supresa em cima da surpresa para a Cris!

Além da surpresa mais do que manjda, o bolinho de aniversário, rolou mais. No meio do "parabéns" tradicional, eu pedi para parar: "Pára, para tudo! Isso não tá bom! Vamos fazer direito!"

(N.E: A Cris é espanhola).

Aí eu abri a porta da sala, e entraram os marriachis cantando "Cumpleaños Felices"! A Cris ficou passada, como se pode ver em algumas das fotos aqui.
O Marcos e eu fomos os responsáveis pela tramóia. Eles ficaram cantando as músicas da Espanha. A Cris disse que se não fosse tão engraçado, ela até ficaria emocionada....

Fizemos vídeos e mais vídeos, registramos tudo em imagens. Em breve coloco aqui mais algumas.

Claro que eu não ia deixar de tirar minha foto ao lado da dupla! Em breve, novas e surpreendentes fotos deste evento! Posted by Picasa

terça-feira, 14 de março de 2006

Exemplos de pleonasmo:


Amanhã vou subir pra cima.

Acabei entrando pra dentro.

Eles completaram o elo de ligação.

Hoje aconteceu o lançamento do novo celular Sony Ericsson.

Dois integrantes da banda de reggae Natiruts são detidos com maconha.
Acabei a monografia.

Finalmente.
Mais um passo conluído. Pós-graduação finalizada.

Agora, uma extensão rápida em publicidade e arte.
Depois disso, quem sabe um curso de culinária, teatro, sei lá, algo um pouco mais light. Chega de sentar em carteiras por um tempo.

E, nas próximas semanas, foco TOTAL na sequência mais aguardada dos últimos 2 minutos...
Uma aula de TI, fotografia e celulares com ninguém menos que Cora Ronai. Passamos uma tarde na Sony Ericsson, conhecendo os aparelhos, e entre um e outro, eu arrancava todo tipo de informação possível desta excelente jornalista. Deu pra aprender muito e ver que nós temos pelo menos uma semelhança: ambos usam o mesmo celular (W800). Posted by Picasa
Coletiva de imprensa Sony Ericsson. Apresentação dos aparelhos pra 2006. Essa coletiva deu um trabalho descomunal, realizado praticamente pela Renata e eu. Felizmente, os resultados foram ótimos. Posted by Picasa

quarta-feira, 8 de março de 2006

Na falta de uma foto da Índia abaixo, coloquei essa. Tirei com o celular durante as férias, e fiquei impressionado com os raios de sol passando pelo meu rosto.... Ficou legal, não? Posted by Picasa
Últimas semanas foram beeeeem corridas.

Não deu nem pra falar do carnaval. Ou já falei? Não lembro...

Até sexta, tenho que entregar a monografia.
Ontem começou a aula. Isso mesmo, a aula, já que é uma só. Publicidade e Arte, com Marlene Fortuna.

Aliás, sabe o que eu descobri? Que a Marlene Fortuna é a legítima Índia!!!

Recentemente regravada pelo Roberto Carlos, o clássico Índia sempre fez parte da cultura lá de casa, já que nas tardes com violão em família, esta música sempre aparecia no final. E, claro, nunca conseguíamos terminar, pois todo mundo só sabia a parte índia, seus cabelos, nos ombros caídos, negros como a noite que não tem luar....lálalalalala...

Mas então, voltando a falar da professora, descobri que a música, de autoria de M.Ortiz Guerrero/J.Asunsión Flores (após uma rápida pesquisa pelo Google), é de versão de José Fortuna. Agora, volte alguns parágrafos e veja o nome da minha professora!?

Ela realmente estava falando a verdade. Contou ainda que o seu pai (o José) queria que o nome dela não fosse Marlene, mas sim, Índia. Índia como? Índia, assim mesmo. Imagine você se chamar Índia Fogaça Moraes, por exemplo.

- Próximo
- Quem?
- A Sra. Índia, por favor

Bom, mas então resumindo, a minha professora é a Índia do Roberto Carlos.

E, abaixo, para relembrar, a letra da canção:

Índia seus cabelos nos ombros caídos
Negros como a noite que não tem luar
Seus lábios de rosa para mim sorrindo
E a doce meiguice do seu olhar
Índia da pele morena, sua boca pequena eu quero beijar

Índia, sangue tupi, tenho cheiro da flor
Vem, que eu quero te dar
Todo meu grande amor
Quando eu for embora para bem distante
E chegar a hora de dizer adeus
Fica nos braços só mais um instante
Deixa os meus lábios se unirem aos seus
Índia levarei saudade da felicidade que você me deu

Índia, a sua imagem
Sempre comigo vai
Dentro do meu coração, flor do meu Paraguai

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Parabéns Pulga.
Ju se preparando para ir ao show do U2. Para tentar atrair a atenção do Bono da platéia, ela teve a idéia de levar umas cornetas e até uma marreta biônica (na mão esquerda) para fazer um barulho. Será que o Bono ouviu? Posted by Picasa
Stones X U2


Gostei dos dois shows.

Difícil dizer qual foi o melhor, no entanto.

Stones foram puro e simples rock'n roll. Os caras tocaram muito, especialmente na versão do Ray Charles. Sem falar que o cara é um fenômeno: com a idade dele, nao tem barriga alguma e requebra mais do que qualquer dançarina do Tchan. Muito legal.

Já o do U2 seguiu um caminho muito mais político. Não vi inteiro, mas tudo que vi (do meio até o fim), achei meio teatral, na verdade. O som estava bom, ele é muito carismático... E quando levou a menina pra ficar com ele em With or WIthout You....

Mas confesso que achei tudo meio teatral, fake. As bandeiras dos países, o Lula, Ronaldo.... Enfim, tudo meio exagerado demais. Mas gostei.

No fim, preferi o dos Stones, fazer o quê? You cant' always get what you want.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

O Carlos saiu, como eu falei, mas simplesmente não consegue se desconectar da empresa. Fica mandando emails para a Ju o dia inteiro. Hoje, mandou um texto sobre os cinemas do centro, que eu publicarei aqui com os devidos créditos:

Caros,

A vida nos reserva surpresas, bem o sei. Mas ontem foi demais! Do alto da minha mulambice, ontem à noite resolvi ressuscitar meu programa predileto: centro velho, sanduíche de pernil no Estadão e, supra-sumo até aqui, cinema no centro. O único que restou, aliás, o Marabá. Os demais viraram igrejas evangélicas ou cinemas pornô.

R$ 3,50, com carteira de estudante. Faça as contas, cara Buischi, do quanto isso dá em artigos de
lojas de 1,99 ou esfihas do Habib´s.

O filme era, que diabos, razoável, do Cronnenberg. O audio era inaudível, a imagem desfocada no
início, a cadeira meio ensebada e rasgada. No teto, um pouco de estuque caído, aquele cal fininho caindo sobre as poltronas. Tudo parte dessa indumentária mágica, até aí dentro do prognóstico.

Mas dois novos fatos me levaram ao inexorável: não dá mais para assistir cinema no centro. Não que eu tenha me rendido ao Kinoplex, longe disso, mas há limites ao tolerável. E as portas do banheiro semi-abertas, cortinas caindo ao lado da tela (aquilo era tela mesmo?), uma penumbra irritante que me me irritou. Fora o cheiro de urina que empesteava o ambiente.

Tudo bem, com uma dose de boa-fé você dribla esses percalços, mas o gran finale estava por vir. Na saída, vi algo correndo entre as cadeiras. A princípio achei que era meio impressão de ótica, toda aquela mística do centro.

Centrei os olhos uma vez mais e vi um camundongo passeando entre as indefectíveis poltronas.
Pulava o desgraçado, corria alegremente como que metaforizando que aquele era o seu lugar, eu já não pertencia àquele ambiente.

Subi a Augusta a pé, aquela vaguidão noturna, mas o maldito rato não me saia da cabeça.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Despedida de Carlos Dias da TJG. Fiz uma musiquinha pra ele inspirada na música de abertura do JK. Levei violão e tudo. A Ju e eu cantamos. O Marcos tirou uma foto dele aí, todo emocionado. O resultado é que não consegue ficar longe da empresa, vive falando conosco!









A letra é essa:

Como pode uma nação
Viver com esse salário
Só vemos corrupção
Sujeira pra todo lado

Como poderei viver
Como poderei viver
Sem as tuas, sem as tuas
Sem aquelas tuas manias

Como pode o Carlos Dias
Ser tão bom em dar conselhos
Acho que é só porque
A mídia está de joelhos

Como poderemos viver
Como poderemos viver
Sem as tuas, sem as tuas
Sem aquelas tuas manias

Como pode nosso Carlos
Nos abandonar, acredite
Só pode ser o salário
Já que o céu é o limite

Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem aquelas
Achando o caminho das pedras

Como pode o meu caro
Pêlo em ovo de hora em hora
Já que no frigir dos ovos
Está reinventando a roda

Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a sua, sem as métricas
E as citações proféticas

Como pode o Charles Day
Plantar uma sementinha
Mas o que ele não percebe
E não é só vista minha
Mas de todos do escritório
Sua semente cresceu
Vai deixar muitas lembranças
Muito além de suas frases
Elabore uma proposta ou...
....Elocubre uma resposta!

Como poderemos viver
Como poderemos viver
Sem a tua sem a tua
Sem a tua companhia
Sem a tua sem a tua
Sem o caro Carlos Dias Posted by Picasa
Semana inteira trabalhando no(s) livro(s).

No fim-de-semana, fomos ao Arquivo do Estado. É de graça e tem até estacionamento, recomendo para quem quer pesquisar jornais e revistas antigos. Pegamos, por exemplo, uma Veja de 1981!!! E estava inteirinha. Muito legal!

E, durante a semana, à noite, o trabalho é no outro livro. Correria, mas acho que vai ficar legal. Até 31 de março terminamos tudo!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Fomos ao teatro ver Os Monólogos da Vagina. Confesso que não achei engraçado.
Não sei se é porque sou homem, mas mesmo a Ká e a Flix, que foram comigo, tbm não viram tanta graça assim.

Depois fomos ao Rocket's. Rimos mais lá do que na peça, ainda mais com a presença do Afonso na lanchonete (aquele do Dominó.... o que cantava Dá pra mim (não se preocupe que eu serei um bom rapaz). Ah não, ele é que cantava Não se reprima, não se reprima.... Pensando bem, é o que cantava Canta, dança, sem parar... Ou também não? Ahhh, enfim, é um desses.

Em homenagem aoo grupos, vou pôr aqui a terrível letra de Não liga Não, baby (é esse o nome da música mesmo?). Ah, e vai ainda com tablaturas, para quem quiser (retirado do site http://supercifras.net/cifras/visualizar/5727/da-pra-mim.htm)


Tom: C
F C F C Ab Bb F
Ou ou ou ou ou ou yeah
C G7
Dizem que sou desmiolado que perdi minha razão
F G7 Ab Bb
Que eu tô batendo pino nada a ver
F C G7
Dizem que sou alucinado só se for por você
F G7
Caí no seu destino amor pode crer
C
Não liga não vem e dá pra mim
Am
O seu amor, dá pra mim
Dm G7
Não se preocupe que eu serei um bom rapaz
C
Quero seus lábios dá pra mim o seu carinho Refrão
Am
Dá pra mim
F G7
Por você que eu perco o sono, por você que eu ando doido
F G7 C
Amor dá pra mim, dá pra mim
Repetir 1
C G7
Eu tropeço nas palavras e começo a gaguejar
F G7 Ab Bb
Fi fico afoba- bado se eu te vejo
F C G7
Só quero ir ao seu encontro e me ver em seu olhar
F G7
Beijar a sua boca sou louco de desejo

Repetir refrão

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

No sábado, programinha light - e barato - com o Nava.

E o livro está indo...
Minha irmã comigo no Morumbi Shopping.

Parecia a Britney Spears. Boné da Von-alguma-coisa (aquele caro), olho verde, cabelo loiro, piercing no umbigo, etc e tal.

As meninas no shoppings (isso mesmo, as meninas), aquelas das mais fashions, ficavam olhando pra ela com uma cara "uau, quem é essa?", e os homens...Não se atreviam a olhar pq eu andava agarrado com ela :-) Posted by Picasa
Fim-de-semana legal.

Minha irmã passou para pegar algumas coisas, deu pra ir ao Subway comer um "sanduíche natural".

Ainda teve uma corridinha de kart básica, no SP. A pista está um lixo, e em muitos trechos, só dá para passar um kart por vez.

Larguei em terceiro. O Urbano saiu em segundo, e um cara que não era conhecido nosso, na pole.

Saí bem, mais rápido que o Urbano, e já emaprelhei com ele na primeira curva. O problema é que - como eu falei - alguns trechos só permitem a passagem de um kart por vez. Foi o caso da primeira curva, ou seja, nao tive como passar o Urbano.

E assim ficou por duas voltas. O cara abrindo em primeiro, Urbano um pouco mais rápido que eu nas curvas à direita, e, do quarto pra trás, todos eram lentos. Explico: Paty e Karina foram conosco, e correram também, e uma família completou o grid. Porém, todos eram bem lentos.

Exatamente por isso, logo na terceira volta já chegamos nos retardatários. E eles foram determinantes, afinal, em uma pista quase sem ponto de ultrapassagem, "negociar" com os mais lentos é algo importante. Foi uma corrida marcada mais pela estratégia do que pela velocidade mesmo.

Sabia que passar o Urbano não ia ser fácil. Ele ia tentar me fechar até o último instante. E foi assim mesmo. Me fechou logo na primeira curva, e assim foi até eu conseguir passá-lo, graças a Paty, que estava uma volta atrás. Urbano tentou passá-la por dentro, eu fui por fora e consegui passar os dois. Quando ele me viu ao lado dele, tentou fechar a porta, mas a preferência da curva era minha. Ele jogou o kart pro lado, bateu, foi voltou, mas não tinha mais o que fazer: eu era segundo.

Claro, enquanto estávamos brigando, o líder aumentou a diferença. E assim ficou por algumas voltas. O Urbano se enrolou com retardatários e eu abri uma diferença tranquila.

Por um momento até achei que ia ficar assim, mas o líder se atrapalhou com retardatários tbm. Em uma dessas oportunidades, emparelhei com ele na reta, e quando ele tentou abrir para passar o kart da frente, eu fiquei do lado dele e passei os dois de uma vez.

Só que o kart dele estava claramente mais rápido que o meu. Então, depois que eu passei, ele ficou tentando passar de volta. E foi aí que corrida ficou legal. Com poucos pontos de ultrapassagem, ele chegava a ficar do meu lado de tão mais rápido que estava, mas não conseguia passar - inevitável lembrar, tomadas as devidas proporções, do fim do GP de Mônaco de 1992.

Em seguida o cara errou. E ficou láaaaa pra trás, mas ainda em segundo.
Achei que ia ganhar tranquilo, mas ele estava tão rápido que em poucas voltas chegou em mim de novo. E novamente foi briga, mas ele não conseguiu passar. Eu fui chato mesmo. Segurei como pude.

E, no fim, ganhei. É isso. Cansei de escrever agora.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

Ontem fomos a um restaurante português, ALFAMA DOS MARINHEIROS.

Uma beleza.

Estava vazio. Ficamos no andar de cima, que tinha música ao vivo.

Música portuguesa, aliás. De primeiríssima classe.

Comida, maravilhosa. Frutos do mar variados. Polvo, lula, mexilhão, marisco, vôngole (ou gorgulhão, como diria o Carlos Dias) e risoto.

Ah, e claro, uma boa garrafa de vinho para comemorar o aniversário da minha mãe.

Valeu muito. Por alguns momentos, esquecemos até que estávamos no Brasil. O ambiente é extremamento agradável.
Dia corrido ontem. Aliás, semana corrida.


Segunda-feira, minha irmã chegou. Sem avisar, claro.
O que significa que minha mãe teve que cuidar dela enquanto eu estava trabalhando. Durante esses dias, saí 18h em ponto do trabalho para vê-la (pois é, eu tenho uma irmã...).

Na segunda à noite fomos ao Market Place, eu, ela e a Ká para assistir "Escuridão". Não é o melhor do mundo - aliás, não mesmo.

Depois ainda fiquei jogando videogame com ela, essas coisas.

Terça-feira, aniversário dela (14 anos!), fomos ao Morumbi Shopping, desta vez, sem a Ká, que estava cansadinha. Jogamos fliperama e eu dei um boné pra ela (ela queria, ué).

Quarta, ela ainda estava aqui, mas com saudades de casa. Aí, meu pai finalmente voltou do interior e eles se foram. Mas voltam no sábado para pegar umas coisas.

Quinta-feira, foi dia de gravação no programa Fala Mas Joga, aquele do Lucas Silva e Silva....ops, o Luciano, que fazia o Lucas Silva e Silva do Mundo da Lua.
O programa é super legal, nós literalmente ficamos....falando enquanto jogando (não diga). Só que, obviamente, você não consegue se concentrar no jogo.

Eu escolhi os três: GT4, Street Fighter e Mario Kart. O GT4 eu ganhei, pq já conhecia. O Fernando jogou o Street Fighter e levou um pau, e eu voltei para o Mario Kart. Perdi feio....

Vai ao ar em março. Se alguém quiser detalhes de data, me avise.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Eu realmente tenho várias facetas... Posted by Picasa
A última festa em casa foi bastante animada...

Aliás, como só agora consigo colocar fotos aqui, vou começar a tirar o atraso... Posted by Picasa
Aniversário da minha mãe hoje.

Ontem chegou o carro novo dela. Muito legal.

Troca geral de carros em 2006. Saímos do mundo FIAT para voltar aos clássicos VW. Afinal, você conhece, você confia.

Hoje solicitaram minha inscrição na Bienal 2006... Como autor! Chique não?

Em Garibaldi

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Olha que fantástico! Essas são as imagens minhas ao lado do troféu da Libertadores de 2005. São imagens que eu nunca colocaria aqui, ainda mais desse jeitinho todo cool.... Posted by Picasa
Olha só que legal!
Instalei o tal do Picasa, do Google, e ele consegue pôr fotos no blog com um clique!

Digo mais uma vez, como disse a Ju: os caras do Google vão dominar o mundo! Eles são muuuuuuuito bons! Posted by Picasa

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Ah claro, não falei do carro novo.

Não vou dar mil detalhes aqui, mas posso dizer que é ótimo. Estou muito feliz.
Choveu muito.

Muitas pessoas não foram - normal, compreensível, afinal, com um tempo desses, sair de casa nao é mole...

Mas mesmo assim foi muito bom.

Presenças ilustres.

Karina
Renato
Caru
Beto
Nava
Thaís
Saci e Saci
Anão e Anã
Amigas Saci e Anão
Amigos Saci
Porco
Leo & família
Pai
Mãe
Renata Saraiva
Fernando & amigos


Deu pra tocar muita música também.

Words
You've Lost That Lovin' Feelin'
Yesterday

Blue Suede Shoes / Whole Lotta Shakin' Goin' On / Blue Suede Shoes
You Don't Know Me
Viva Las Vegas

Good Rockin' Tonight / Hound Dog
Don't Be Cruel

Don't Disturb
His Latest Flame
Your Cheatin' Heart

Suspicious Minds
My Way

Let Yourself Go
Walk A Mile In My Shoes

It's Now Or Never
Always On My Mind

Baby What You Want Me To Do (excerpt)

I Forgot To Remember To Forget Her

Acho que foi mais ou menos isso.

O pessoal parece que gostou bastante. No começo, nao chegava ninguém por causa da chuva.

Chegou a um ponto em que tínhamos, sei lá, umas 15 pessoas na casa, e todas estava lá por minha causa! Ou seja, isso nos faz pensar que, se eu não os tivesse convidado, a casa estaria vazia!...

O cardápido mudou. Agora tem comanda também. Mas os preços continuam alto. Pena. Também estavam somente com um garçom, então isso atrapalhou um pouco o atendimento.

O som estava bom. Fiquei preocupado no começo porque a bateria não queria entrar no violão, e sem bateria, não ia amplificar nada... Mas deu certo. O microfone também. No fim, o som estava ótimo.

Abri com 'Words', do Bee Gees. Não sei exatamente a razão, mas queria começar com alguma popular, né...

Faltaram algumas músicas que estavam ensaiadas ainda:

Fun In Acapulco
Change of Habit
Teddy Bear
See See Rider
That's All Right
How The Web Was Woven


Mas não foram necessárias. Vamos só ver agora, se a casa resolve me chamar de novo. Obviamente que a galera que já foi não precisa ir novamente, mas estão todos convidados.

Fica aqui meu agradecimento pela presença de todos ao local. Não teria sido 10% do que foi sem vocês.

Destaques para Renata, a primeira a chegar e última a ir, Caru, animadíssima com a música, Karina, pelo suporte e paciência de sempre, ao João, filho do Leo, que foi flagrado dançando com o telefone do Elvis no balcão, e Nava, pelas faixas estendidas na platéia.

Em breve (esperamos), nova sessão. Aguardem mais info.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Eu menti.

Este sim foi o último fim-de-semana do Palio.

Fomos para a praia com ele. Aguentou bem.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Desde que comecei esse blog estou na mesma empresa.

Embarquei na onda da Caru e Marina, e criei o meu.

Mas nunca o atualizei devidamente.

Hoje, o blog das duas é colorido, bonito e possui fotos.

O meu continua do mesmo jeito.

Será que parei no tempo?

Acho que não. Também não é pra tanto assim.
Elas só atualizam mais do que eu.

Não sou uma pessoa muito afeita à mudanças (afeita? Está certo isso?)
Acho que já deu pra notar.

O título do Blog vem de uma música da Legião....

E nossa história
Não estará
Pelo avesso assim,
Sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar...
Ahhhh...
E até lá...
Vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora..
Ahhhh.
Apenas começamos

A música é Metal Contras As Nuvens, se não me engano.
Considero uma das melhores da banda, senão a melhor.
Várias mudanças de ritmo, pesadas, leves... Tudo na mesma canção.
A versão presente no Acústico MTV é demais. Recomendo.

Mas eu dei uma mudada até. Mudei o subtítulo...
Este fim-de-semana é o último do meu Palio.

Foi um bom carro.

Quando disse isso hoje a alguém, a resposta foi "vc é muito saudosista né?"

Percebi que sou. Aliás, não percebi. Já sabia disso faz tempo.

Acho que é culpa do meu irmão.
Na hora em que li essa resposta acima, lembrei dele, no quarto, fazendo uma limpeza geral, de coisas antigas. Agendas, diários, papéis velhos...
E aí ele lembrava de tudo, mas no fim, 98% do que estava na gaveta voltava pra gaveta. E ele simplesmente dizia:

"Vamos deixar isso mais um pouco. Na próxima limpeza, quem sabe ele vá embora."

Mas não vai. Acaba ficando.

E eu peguei essa mania de "lixeiro". Ao mesmo tempo, dou muit valor às coisas. Exatamente o que está acontecendo com o Palio. "Foi um bom carro". Essa sensação de tristeza, de que o carro está indo embora...

Minha mãe sempre diz: "Precisamos nos livrar das coisas velhas para dar lugar às novas". Mas a verdade é que na teoria é muito bonito, mas eu não consigo ser assim.

Acabo me apegando a coisas e pessoas, momentos, e lembrando com detalhes como era um casaco de infância, uma aula de ciências na oitava série ou ainda uma frase qualquer de um professor no primário.

Enfim, como eu não vou mudar - no máximo, melhorar um pouco-, não deixarei de agradecer aqui ao Palio EX 2002 que meu deu muitas alegrias e cumpriu seu propósito quase que de forma perfeita (novamente, quem me conhece sabe a razão do quase):

"Foi um bom carro."
Feliz ano novo!


A ausência tem um motivo.

As últimas semanas foram bastaaaaaaante pesadas. Quem me conhece sabe que não foi fácil. Três bombas muito próximas, mas felizmente tudo deu certo, graças a Deus.

Hoje o Carlos me passou uma letra ótima do Chico. Segue:

Futuros Amantes
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque

Não se afobe, nãoQue nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

Aliás, hoje ele tbm me passou mais coisas do Chico, que obviamente, nao direi aqui por motivos legais. Digo que ele tem todos os CDs do Chico, a discografia completa, e me emprestou todos os CDs. Vou ouví-los e depois devolver. Mas vai dar para degustar muito Chico de agora em diante.... Quem sabe tirar um pouco o atraso.

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Ok. Vamos falar disso.
Chega de assuntos românticos e delicados.
Escatologia também faz parte do nosso mundo, e nós não podemos passar a vida inteira simplesmente achando que ninguém vai ao banheiro.

Pois aqui está a dura verdade: todo mundo vai. Fato.

Acontece, porém, que o mundo corporativo-sócio-politicamente-correto tem a obrigação de evitar esse assunto. Aliás, não somente o assunto. O ser humano tende a evitar imagens, lembranças e cheiros. Especialmente o cheiro.

O século 20 trouxe muitas pragas. Algumas não chegaram ao século seguinte, mas outras sobrevivem, como times de futebol, alfinetes de segurança e iogurtes . Mas a pior delas, e justamente a que mais cresce, é o Bom Ar.

Fabricado pela Reckitt Benckiserm, o Bom Ar tornou-se a praga corporativa mais odiada por funcionários que, por um acaso do destino, tem suas mesas próximas aos banheiros da empresa.

O intuito não é dos piores. Com o objetivo de abafar o cheiro proibido, o Bom Ar promete "eliminar odores desagradáveis e perfumar suavemente, criando ambientes aconchegantes e proporcionando uma sensação duradoura de ar puro no ambiente".

Como podemos caracterizar um odor desagradável? Aliás, alguém já disse isso antes?

- Por favor, o senhor pode se afastar um pouco.
- Algum problema?
- Sim, sinto no senhor um certo odor desagradável...

Neste caso, a pessoa deveria ter usado um Bom Ar. A pessoa poderia usar, por exemplo, o aroma cheirinho de roupa limpa. Problema resolvido.

Mas voltando ao Bom Ar Corporativo, o que não estão percebendo é que aos poucos vai se tornando mais latente uma mudança de comportamento no olfato humano.

Na tentativa de inibir o cheiro de cocô, estão, na verdade, substituindo o cheiro por cheiro de Bom Ar.

A seleção natural de Darwin já mostrou isso (aquele lance da mariposa). Com o passar de alguns milhares de anos, o cheiro natural vai mudar. E, naturalmente, os funcionários próximos ao banheiro daqui a 100.000 anos terão que aturar cheiros como Floral Fresh, Acqua Marine, Brisa Fresca, Flores de Jasmim ou Pêssego.

E isso não só no banheiro. Se hoje já temos o aerosol, sachet, spray e ativa (este último dura até 30 dias!), imagine como será no tempo sugerido acima: um verdadeiro perfume de rosas globalizado.

Felizmente não estarei mais aqui. Mas temo pelas pessoas que habitarão o planeta. O que está por vir não cheira nada bem. Talvez seja Campos de Lavanda, eu acho.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

O que me acalma?

Escrever
Quando se está sozinho, como agora, que remédio melhor do que escrever?
As palavras surgindo, saindo da sua mente, aparecendo no papel - que, na verdade, nem papel é - trazem um bom sentimento. Algo seu está sendo criado. Algo bom. Não, não um Machado de Assim, mas, pelo menos, suas lembranças que estão ali.

Quando escrevo, coloco minhas dúvidas, meus medos, meus segredos, minhas paixões e alegrias. Minha alma. Meu eu. O verdadeiro eu. Ou, quem sabe, o eu como eu gostaria de ser. Mas não sou. O eu como eu deveria ser. Mas falta coragem. OU falta oportunidade. Ou dinheiro, ou tudo junto, vai saber.
Meu blog não é bonito
Não é fashion
Não é trend
Não é cool
Só é branco
Simples
Detalhes em azul

Meu blog é mal escrito
Não é comentado
Mal e porcamente
De vez em quando
Me dou ao trabalho
E o deixo atualizado

Não é personalizado
Não é diário
Não é de ouro
Não é de outro
Nem é usado
É mais abandonado
É quase um apelo
É quase um abano

Por fim, meu blog
Meu blog é só isso
Palavras comuns
Textos pífios
Poemas baratos
Sem fotos, ou fatos
Ou falácias
De flores, margaridas
Acássias
isso tem na vida
No meu blog
No meu blog
tem só escrita.
Porque eu tenho essa mania?

Será que sou só eu?
Será que só eu espero da amizade uma troca
Sofro por antecipação

Sò eu mergulho de cabeça e me machuco
Só eu me animo com nosos projetos
Só eu

Qual razão?
D'eu pensar tanto nos problemas?
D'eu esperar tanto dos outros?
D'eu investir tanto no que não sei?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Então ela chegou.


Não estava tão bonita assim
Nem tão cheirosa
mas ainda assim eu ficava apaixonado
Toda vez que a via
Quando virava meu rosto para outro lado.

Fitei-a, por alguns segundos. Sua reação foi um sorriso, seguido de um estranhamento, típico dos que são olhados.

Eu também não tive a melhor reação do mundo. Diante de sua beleza, fiquei tímido, mais que o usual, mas que no entanto causou a ela uma boa impressão.

A forma com que eu olhava a calçada, procurando irregularidades entre os ladrilhos, mostrava inseguranças, mas ao mesmo tempo deixava escapar o quanto aquele momento era importante.

Ela se aproximou com seu olhar maravilhoso
E eu, tão feio, desajeitado, o cabelo horrível
Mesmo assim se apaixonou
Mesmo assim se encantou

Até hoje nem acredito.
Acordo a cada manhã, pensando no começo. Pensando em como tudo aquilo aconteceu.
Ela diz "bom dia" como quem diz "me passa o açúcar". Mas as palavras que saem da boca dela em deixam enebriado.

Apaixonado.

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

Esse é o espírito de hoje...


Clean Up Your Own Backyard
Composição: Desconhecido

Back porch preacher preaching at me
Acting like he wrote the golden rules
Shaking his fist and speeching at me
Shouting from his soap box like a fool
Come Sunday morning he's lying in bed
With his eye all red, with the wine in his head
Wishing he was dead when he oughta be
Heading for Sunday school

Clean up your own backyard
Oh don't you hand me none of your lines
Clean up your own backyard
You tend to your business, I’ll tend to mine

Drugstore cowboy criticizing
Acting like he's better than you and me
Standing on the sidewalk supervising
Telling everybody how they ought to be
Come closing time 'most every night
He locks up tight and out go the lights
And he ducks out of sight and he cheats on his wife
With his employee

Clean up your own backyard
Oh don't you hand me none of your lines
Clean up your own backyard
You tend to your business, I’ll tend to mine

Armchair quarterback's always moanin'
Second guessing people all day long
Pushing, fooling and hanging on in
Always messing where they don't belong
When you get right down to the nitty-gritty
Isn't it a pity that in this big city
Not a one a'little bitty man'll admit
He could have been a little bit wrong

Clean up your own backyard
Oh don't you hand me, don't you hand me none of your lines
Clean up your own backyard
You tend to your business, I’ll tend to mine

Clean up your own backyard
You tend to your business, I’ll tend to mine

quinta-feira, 11 de agosto de 2005

Lembranças... achei esse texto, que escrevi quando tinha os meus 15 ou 16 anos... uma época de inocência, em que um beijo era um sonho distante...

Estava frio.
A noite parecia silenciosa, apesar do trânsito e das buzinas. E ela estava na minha frente. Eu ainda não conseguia acreditar muito bem naquilo. Parecia flutuar nas nuvens. Minha barriga estava gelada. Minhas mãos suavam.
Enquanto conversávamos, procurava escolher bem as palavras. As risadas iam ficando mais tímidas. Já não era como antes. Os dois sabiam. Algo estava pra acontecer.
Olhei. Ela também, mas desviou.
Então parei de olhar. Disse já era tarde, melhor eu ir indo, amanhã acordo cedo.
Na porta, ela veio falar comigo de novo. Falou até logo, amanhã nos vemos. Deu um beijo no rosto. Um beijo demorado, que me arrepiou. O beijo demorou-se, então, quase que como em um passe de mágica, os lábios dela tocaram no meu.
Uma sensação indescritível me consumiu. Tremia dos pés à cabeça, enquanto minha mente lutava para assimilar o que acontecia, se era real, e ao mesmo tempo, procurava manter uma seriedade, como se fosse algo previsível para mim. O maldito machismo.
Felizmente, os lábios dela, molhados, me fizeram desprender-me de qualquer prerrogativa. Beijei-a como há muito queria. Toquei seu cabelo com as mãos enquanto nossas bocas se descobriam.
Os olhos, fechados. O coração palpitava, e a preocupação maior naquele momento era que eu conseguisse aproveitar e me lembrar de cada segundo daquele eterno breve momento.
Sabia que iria acabar. E, antes mesmo que o beijo chegasse ao fim, chorei.

A lágrima chegou às nossas bocas e interrompeu o beijo. Seguido de um sorriso misto de excitação e alegria, nos despedimos. Aquele, sabíamos os dois, seria o primeiro, o mais inesquecível e mais belo de uma longa série de beijos apaixonados que estariam por vir.