A Frustração Humana
(Antes de se iniciarem no texto, convido-os a clicar na imagem [abrindo-a em uma nova janela, claro], e que a analisem melhor, ampliada)
Hoje recebi um e-mail muito interessante. Tão interessante, de fato, que decidi abrir mão das "obras" do blog, e deixar esse último post antes que o site tenha seu novo (e a aguardado) visual.
O e-mail falava do "Princípio 90/10". Ele diz, por meio de um exemplo bem cotidiano, que 1o% da sua vida está relacionado com o que se passa com você, enquanto 90% se relacionam à forma como você reage ao que se passa (ou seja, aos 10% restantes).
Na prática, isso significa que, se você encarar toda situação ruim de maneira negativa, vai carregar isso e levar para os outros.
Se você ficar mal humorado quando encontrar alguém que não quer, irá guardar o mal humor dentro de você e fazer pior o seu dia.
Nem sempre temos tudo que queremos. E aí entram meus comentários sobre a foto acima, que encontrei após uma despretensiosa busca no Google. Um jovem Ayrton Senna, ainda com sonhos de ser campeão mundial, em um raro momento de solidão, acompanhada de um sentimento de impotência e frustração.
Um Ayrton Senna que um dia era meu grande ídolo. Meu herói de adolescência, minha meta, meus parâmetros de conquista, obstinação e garra - palavras que tão bem combinam com a Fórmula 1 e o brasileiro. Sentado aos pés de sua Lotus, à pé, parece olhar para o horizonte, como quem enxerga o sonho que tinha naquele momento se distanciar; estar tão longe quanto as montanhas que fazem o deslumbrante fundo da imagem.
Sua Lotus, imponente e majestosa, estampa a imagem e faz o contrate com o amarelo brilhante de seu capacete, ali, vazio, sem a essência que o tornou imagem de vitória e patriotismo. Para um piloto de Fórmula 1, nada é pior do que ver seu bólido colorido sem funcionamento. Não há maior frustração para um profissional desse esporte do que ser abandonado pelo carro que tanto confia; que passou pela revisão de tarimbados engenheiros e profissionais bem pagos.
E nós, meros mortais, como lidamos com a frustração?
Outro exemplo de hoje. Uma outra grande amiga me contou um pouco do seu dia-a-dia: lidar com pacientes terminais. Sua missão: ajudá-los, de alguma maneira, a enfrentar o que lhes resta com o minimo de dignidade. Uma tarefa árdua e fascinante ao mesmo tempo.
Hoje, minha chefe me sorriu latindo. E eu ainda reclamo disso? Não. Faço pior. Deixo isso dentro de mim, e ainda repasso aos demais. Faço das tripas coração para que todos saibam de seus pecados e imperfeições.
Bobagem. Somos todos imperfeitos. Sempre seremos.
Somos também mesquinhos. Somos imediatistas, e egoístas demais, até.
Como ter a cabeça para enfrentar um "não"? A negação chega logo antes da frustração.
Acho que a foto sintetiza um pouco, nos traços do rosto de Senna, do que sentimos: ódio, arrependimento, angústia, estagnação, dúvida.
Nossa maior dúvida é saber se um dia deixaremos de tê-las.
Até a volta.
LJ
sexta-feira, 16 de março de 2007
sábado, 10 de março de 2007
O burro... (2)
É tão difícil ser diferente?
Por que as pessoas não podem respeitar que você não é igual a todo mundo, ou pelo menos a maioria? Que você não faz questão daquilo, não importa a mínima pra você. Por que é tão difícil para os outros respeitarem a sua opinião?
Acho que venho conseguindo dizer os "nãos" que quero, mas tem vezes que dói demais. Amores são arranhados ou até destruídos por isso.
O banho não adiantou. O cheiro de cigarro permanece. Junto com ele, um enorme vazio, de quem sabe que lábios não preenchem uma noite, ou uma vida. Mas que, mesmo assim, sofre por não querer mais do mesmo.
É tão difícil ser diferente?
Por que as pessoas não podem respeitar que você não é igual a todo mundo, ou pelo menos a maioria? Que você não faz questão daquilo, não importa a mínima pra você. Por que é tão difícil para os outros respeitarem a sua opinião?
Acho que venho conseguindo dizer os "nãos" que quero, mas tem vezes que dói demais. Amores são arranhados ou até destruídos por isso.
O banho não adiantou. O cheiro de cigarro permanece. Junto com ele, um enorme vazio, de quem sabe que lábios não preenchem uma noite, ou uma vida. Mas que, mesmo assim, sofre por não querer mais do mesmo.
O Burro empaca perto do trigo
Como costumo falar pra alguns, momento de extremo sentimento pedem um poema. Não importa a hora.
Aqui estou, 6h da manhã, e resolvi vir escrever. Só que não será um poema.
Por que persistimos com os erros?
A persistência em um erro causou uma grande desilusão com um dos meus melhores amigos, agora pouco.
A insistência que eu mantive. Mais uma vez, mais uma balada fracassada. Saí para dar boas risadas, voltei furioso, estraguei a noite do amigo, a minha e ainda fiquei com a sensação de incompetência.
Por que valorizamos demais as pessoas?
No caso, essa pessoa simplesmente não notou, por livre e espontânea vontade, que eu não estava bem ali. Que queria ir embora. Eu teria parado tudo e todos por ele, fosse o contrário. Mas não foi. E ele não parou. Ou melhor, só parou quando eu pedi. Mas pedi mesmo, com vontade.
Qual o valor de uma amizade?
Durante um dado momento, a sensação de raiva, de frustração e arrependimento eram enormes. Sempre sou eu a abrir mão, a pensar, pesar e penar. Eu não pedi essa sensibilidade. Às vezes, ela atrapalha demais. Ajuda sim, mas também atrapalha.
Mais uma vez, o burro empacou perto do trigo.
Como costumo falar pra alguns, momento de extremo sentimento pedem um poema. Não importa a hora.
Aqui estou, 6h da manhã, e resolvi vir escrever. Só que não será um poema.
Por que persistimos com os erros?
A persistência em um erro causou uma grande desilusão com um dos meus melhores amigos, agora pouco.
A insistência que eu mantive. Mais uma vez, mais uma balada fracassada. Saí para dar boas risadas, voltei furioso, estraguei a noite do amigo, a minha e ainda fiquei com a sensação de incompetência.
Por que valorizamos demais as pessoas?
No caso, essa pessoa simplesmente não notou, por livre e espontânea vontade, que eu não estava bem ali. Que queria ir embora. Eu teria parado tudo e todos por ele, fosse o contrário. Mas não foi. E ele não parou. Ou melhor, só parou quando eu pedi. Mas pedi mesmo, com vontade.
Qual o valor de uma amizade?
Durante um dado momento, a sensação de raiva, de frustração e arrependimento eram enormes. Sempre sou eu a abrir mão, a pensar, pesar e penar. Eu não pedi essa sensibilidade. Às vezes, ela atrapalha demais. Ajuda sim, mas também atrapalha.
Mais uma vez, o burro empacou perto do trigo.
sexta-feira, 9 de março de 2007
Somente com o passar do tempo
Só sabendo se suamos ou subimos
Sabendo disso, sentimos certeza.
Só com sangue, soluço e saltos
Suplício, cegueira e sonrisal
Temos cerveja, sol e sapucaí
Sou super, sou assim, sou normal
Sei silenciar o celeste solitário
E sei que só isso, sem salário
Caiu a ficha, sacou o cinto
Sambou na pista, salgou o anísio
Saiu de cena, sentiu-se só
Se em cada sino, soar em sí
Que o certo é sofrer assim
Saio correndo, pois já sofri
E agora, super, sou só sorriso
Pois sei que sendo super normal
Sou eu mais certo, sou só legal
E como quem quebra o copo com mãos de fel
Sigo, rumando solto ao sabor do céu
quinta-feira, 8 de março de 2007

Enquete: O mousse ou a mousse?
Nas últimas semanas, uma grande enquete foi se formando em torno dessa sobremesa que tanto sucesso faz em nossas vidas. Alguns chamam o mousse; outros, preferem a mousse. Sendo assim, peço aos usuários regulares do blog, que postem as suas opiniões. Afinal de contas, é o ou a?
domingo, 4 de março de 2007
Inferno Eletrônico
O dia em que anunciei minha retirada das baladas
Há tempos que eu já vinha pensando nisso. Afinal, desde adolescente não fui fãs das chamadas "baladas" - aliás, na época em que comecei a ir nelas, ainda nem era usado esse nome. Acho que simplesmente íamos pra "night", ou pra "danceteria", algo assim.
O tempo chega para todos nós. Pra mim, acho que sempre chegou um pouco antes. Claro, afinal sempre convivi com pessoas mais novas que eu na escola. Até hoje sou, entre essa turma, alvo de piadas sobre o tema.
Mas voltando às baladas. Desde que passei pela 3ª Grande Mudança, saí para eventos como esse duas vezes. As duas foram terríveis. E decidi, finalmente, anunciar algo que já queria fazer há uns 10 anos. Não vou mais em baladas.
Calma, há exceções. Um aniversário, baladas com música ao vivo, ainda são bem-vindas. Não pretendo me tornar um ermitão que odeia todo e qualquer programa noturno em danceterias.
Porém, quando se trata de ir à baladas com "música" eletrônica, nem pensar. Chega.
Atingimos um ponto em nossa vida em que começamos a exigir alguns confortos, não é mesmo? Sempre falo disso com um amigo meu. Não é frescura. É simplesmente a idade. Chega de programas duvidáveis, dores de cabeça desnecessárias, acomodações que cheiram mal, coisas assim. No entanto, apesar das conversas com o amigo aí de cima serem tão boas, era justamente ele um dos que estava comigo ontem, naquele lugar horrivelmente lotado, apertado, fedendo a cinzeiro e sem dar a menor chance de uma conversa amigável com qualquer semelhante.
Sim, confesso que eu também sou um pouco culpado nisso. Nunca gostei de coisas assim. "Ficar" por ficar nunca existiu pra mim. A idéia de não saber quem é a pessoa que está com você naquele momento é muito estranha pra mim. Romantismo? Covardia? Insegurança? Acho que nada disso. Só sou assim, e assim sou feliz.
Ontem, o local em que estávamos era algo como a antesala do inferno - eu sei que estou exagerando, mas me dá um desconto, estou nervoso. A batida forte daquele ritmo que alguma ameba - que não deve saber achar o "dó" no piano - algum dia chamou de "música" eletrônica é simplesmente aterrorizante! Quem algum dia conseguiu classificar aquilo como "música"???
Aquilo não é canção, não tem melodia, não tem sentimento, não tem paixão, não tem imperfeições, não tem rima, não tem sequência. A "música" eletrônica é um barulho que mais lembra a seqüência de Laranja Mecânica com a lavagem cerebral. Só que lá ainda é melhor, pois ao menos a música é clássica!
Antes de ir à deprimente balada, recebi um conselho de uma namorada de um enorme amigo. Deveria ter ouvido, seguido. Mas, ao menos aprendi. Vale isso, não?
O lugar em que estava com eles continha música. Fosse ao vivo, fosse no aparelho de som. Tinha bateria, tinha voz, tinha respiração e era humanizada.
Saí de um local onde me sentia muito bem. Pleno. Mandei uma mensagem a uma amiga: "estou me sentido feliz". Estava onde queria estar, com os amigos, ouvindo um som, bebendo umas. Lógico, outros amigos poderiam melhorar ainda mais a festa, mas naquela tarde, tudo estava perfeito pra mim.
A mudança de um ambiente para o outro foi tão drástica, brusca que me fez abreviar essa decisão há muito planejada: não vou mais à baladas. Não suporto "música" eletrônica. Não suporto o olhar das pessoas-robô, em seus olhares hipnóticos, dançando ao som das batidas de baterias fajutas que jamais receberam o toque humano.
Nunca fui um rato de baladas. Portanto, acho que não vou fazer a mínima falta nesse meio. Felizmente, ainda tenho muito rock and roll, blues, moda de viola, country, jazz e afins para me consolar diante de tão abrupta decisão e perda.
Sou um mais novo adepto à campanha "Não use drogas! Não ouça 'música' eletrônica". Não sei se já existe, mas que dá vontade de criar pelo menos uma comunidade no Orkut, isso dá.
P.S: Ah, e caso alguém tenha ficado ofendido com o que disse sobre as baladas eletrônicas, cada um na sua. É possível ir até elas e ainda ser uma pessoa encantadora. Mas, de qualquer forma, isto é um blog, ou seja, é a minha opinão e quem não quiser, é só não ler.
P.S 2: Não sei nem a razão de ter falado isso... Quem vê pensa que os 4 leitores regulares vão se incomodar tanto...
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Flor-de-Liz*
Tenho um monte de fotos para você ver
Tenho lágrimas pra você sentir
Tenho piadas pra você rir
Tenho músicas pra você ouvir
Tenho uma coleção de CDs pra você tocar
Tenho mil poesias pra você ler
Tenho cem receitas pra te fazer
Tenho meu trabalho pra dividir
Tenho meu amor pra te ver sorrir
Tenho uma vida pra te mostrar
Uma história pra revelar
Tenho tantas coisas pra te contar
Tenho medo e sustos para esquecer
Tenho paciência pra consolar
Tenho sutileza para esperar
Tenho minha vida pra te incluir
Tenho meus motivos para sorrir
Já não tenho tempo pra lamentar
Tenho dó do tempo que já perdi
Mas tenho minha fé pra me sustentar
E tenho certeza do teu olhar
E minha vida inteira pra te mostrar
Tenho um monte de fotos para você ver
Tenho lágrimas pra você sentir
Tenho piadas pra você rir
Tenho músicas pra você ouvir
Tenho uma coleção de CDs pra você tocar
Tenho mil poesias pra você ler
Tenho cem receitas pra te fazer
Tenho meu trabalho pra dividir
Tenho meu amor pra te ver sorrir
Tenho uma vida pra te mostrar
Uma história pra revelar
Tenho tantas coisas pra te contar
Tenho medo e sustos para esquecer
Tenho paciência pra consolar
Tenho sutileza para esperar
Tenho minha vida pra te incluir
Tenho meus motivos para sorrir
Já não tenho tempo pra lamentar
Tenho dó do tempo que já perdi
Mas tenho minha fé pra me sustentar
E tenho certeza do teu olhar
E minha vida inteira pra te mostrar
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Uma música que nem conheço, que nunca ouvi e cujo cantor não me apetece em nada (é minha opinião, o que vou fazer?) Mas me chamou a atenção, por refletir em diversos pontos da minha vida.
Metáfora
Gilberto Gil
Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz: "Lata"
Pode estar querendo dizer o incontível
Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: "Meta"
Pode estar querendo dizer o inatingível
Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível
Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora
Metáfora
Gilberto Gil
Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz: "Lata"
Pode estar querendo dizer o incontível
Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: "Meta"
Pode estar querendo dizer o inatingível
Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível
Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Dá um Abraço?
Seguindo a idéia do post anterior, segue link para vídeo que me foi apresentado pela minha irmã Thaísa. É simples, mas ao mesmo tempo lindo. Afinal, onde foram parar os abraços?

Sensibilidade digital
Hoje em dia o imetiatismo é imediato. Vivemos em um tempo onde conversas sérias são feitas pelo Orkut. A pessoa do seu lado te manda um e-mail perguntando se você vai querer almoçar no japonês ou vegetariano. Tudo tem que ser por escrito. Brigas, reconciliações, confissões e declarações. Tudo digital.
Nossa geração - é claro que eu já fiquei pra trás, mas ainda tento ficar na onda - adquiriu uma sensibilidade cibernética. Hoje sabemos quando uma pessoa está triste somente pelo modo de te cumprimentar no Google Talk, MSN ou comunicadores afins. Onde foi parar o abraço, a conversa cheek to cheek?
Nossa sensibilidade adquirida nos tornou um bando de insensíveis.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
domingo, 3 de dezembro de 2006
Santa Inocência

Pode algo feito para desejar saúde, paz, amor, alegria, ser gerado a partir de ódio, raiva, intolerância, irracionalidade, ameaça, medo, gritos e fúria?
Aparentemente, sim. Mas Deus sabe o que faz. Segue letra da canção Farther Along, que tem muito a ver com o que está aqui:
Tempted and tried, we’re oft made to wonder
Why it should be thus all the day long;
While there are others living about us,
Never molested, though in the wrong.
Refrão:
Farther along we’ll know more about it,
Farther along we’ll understand why;
Cheer up, my brother, live in the sunshine,
We’ll understand it all by and by.
Sometimes I wonder why I must suffer,
Go in the rain, the cold, and the snow,
When there are many living in comfort,
Giving no heed to all I can do.
(Refrão)
Tempted and tried, how often we question
Why we must suffer year after year,
Being accused by those of our loved ones,
E’en though we’ve walked in God’s holy fear.
(Refrão)
Often when death has taken our loved ones,
Leaving our home so lone and so drear,
Then do we wonder why others prosper,
Living so wicked year after year.
Farther along we’ll know more about it,
Farther along we’ll understand why;
Cheer up, my brother, live in the sunshine,
We’ll understand it all by and by.

Pode algo feito para desejar saúde, paz, amor, alegria, ser gerado a partir de ódio, raiva, intolerância, irracionalidade, ameaça, medo, gritos e fúria?
Aparentemente, sim. Mas Deus sabe o que faz. Segue letra da canção Farther Along, que tem muito a ver com o que está aqui:
Tempted and tried, we’re oft made to wonder
Why it should be thus all the day long;
While there are others living about us,
Never molested, though in the wrong.
Refrão:
Farther along we’ll know more about it,
Farther along we’ll understand why;
Cheer up, my brother, live in the sunshine,
We’ll understand it all by and by.
Sometimes I wonder why I must suffer,
Go in the rain, the cold, and the snow,
When there are many living in comfort,
Giving no heed to all I can do.
(Refrão)
Tempted and tried, how often we question
Why we must suffer year after year,
Being accused by those of our loved ones,
E’en though we’ve walked in God’s holy fear.
(Refrão)
Often when death has taken our loved ones,
Leaving our home so lone and so drear,
Then do we wonder why others prosper,
Living so wicked year after year.
Farther along we’ll know more about it,
Farther along we’ll understand why;
Cheer up, my brother, live in the sunshine,
We’ll understand it all by and by.
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