domingo, 22 de julho de 2007

(reprodução de artigo publicado no site http://www2.uol.com.br/interpressmotor/)


Grande, Enorme Prêmio da Europa



O GP da Europa de 2007 nos lembra como é bom assistir corridas de Fórmula 1


Sagrada, sagrada chuva. Chuva que nos dá a água, fundamental para vida no planeta. Menos altruísta, a chuva mencionada nesta coluna deu, sem falsos exageros, uma das melhores corridas de Fórmula 1 dos últimos tempos. Chuva que conseguiu transformar um Grande Prêmio da Europa, na verdade, em mais que grande; enorme, gigante. Um enorme prêmio para todos os fãs de automobilismo.

Corridas com pista molhada são sempre um colírio para os olhos de todo fã de Fórmula 1. Afinal, o melhor nesses casos é sempre a imprevisibilidade da coisa. Na chuva, tudo muda, os melhores podem ser apenas bons, e os (aparentemente) medíocres aparecem como abelhas no mel.

Se, para o piloto é um Deus-nos-acuda, para os simples mortais que vêem a prova, é normalmente a melhor corrida da temporada.

Aguaceiro no início da prova, carros batendo no trator, rodadas e saídas de pista. Há quem diga que o circuito editado de Nürburgring, versão modesta da lendária pista de 22km, esteja ultrapassada. Porém, é normalmente lá onde acontecem as melhores corridas do ano. Também é onde os grandes pilotos se destacam.

Fernando Alonso e Felipe Massa protagonizaram a melhor disputa de posição do ano. E Alonso saiu rugindo para todos que Felipe exagerou. Talvez seja o próprio espanhol o exagerado, que até agora, só não criou problemas com Raikkonen entre os 4 maiores do ano. Mas, do jeito que a coisa anda, basta o finlandês atravessar seu caminho para ele soltar os cachorros à imprensa mais uma vez.

A chuva que tirou a vitória de Felipe Massa, a poucas voltas do fim, foi preço barato que nós, brasileiros, pagamos para ver um final de corrida ainda mais emocionante. Massa teve postura de campeão do início ao fim do evento. E isso inclui a forma como tentou, agressivamente, segurar Fernando Alonso nas voltas finais. E também o bate-boca após a corrida, em que vimos claramente Fernando Alonso comemorando, de forma até um pouco falsa, a vitória.

Massa, como bom brasileiro, situou-se no limite da diplomacia – mas, se fosse preciso, para o diabo com ela.

Chuva que ainda deu a oportunidade dos coadjuvantes fazerem boas provas. Deu ao novato Markus Winkelhock, da nanica Spyker, chance de conduzir o pelotão na liderança em sua primeira corrida. Deu à esforçada Red Bull Racing um lugar ao pódio com Mark Webber. Deu a Lewis Hamilton – OK, ele não deveria ser um coadjuvante, mas foi – uma corrida, finalmente, fora do padrão inglês que ele segue.

Após o terrível acidente no treino de sábado, Hamilton ainda voltou para correr no dia seguinte. Deu show em toda a corrida e, no fim, sequer chegou à zona de pontuação, terminando apenas uma posição a frente de seu lugar original no grid. Resultado injusto para quem teve tantos percalços no fim-de-semana, mas excelente para dar ao campeonato novos ares de disputa acirrada.

No pódio, enquanto cumprimentava friamente Fernando Alonso, Michael Schumacher provavelmente devia pensar como ele teria se saído nesta corrida. Acho que todos nós imaginamos como.

Mas, será que isso importa agora?


RETA OPOSTA

Calota na pista
Por pouco a calota solta de uma Renault não faz (mais) estrago na corrida. Massa passou raspando por ela, e a organização demorou muito para retirar o objeto do traçado.

Corridas memoráveis em situação similar

A etapa de hoje nos fez lembrar de outros momentos na história recente da Fórmula 1: Interlagos, 1993, quando uma tromba d’água tirou Alain Prost da prova. Brasil novamente, em 2003, com direito a resultado errado no fim da prova; e Spa, em 1998, a largada conturbada e a última vitória de Damon Hill.

O xerife de Nürburg (ou o Dunga da Fórmula 1)
Que Michael Schumacher nasceu a poucos quilômetros da pista alemã, todos sabem. Que venceu cinco vezes no circuito, tudo bem. Que é dono de praticamente todos os recordes na categoria, OK. Mas precisava usar aquelas estrelas na camisa?!

sábado, 14 de julho de 2007

(reprodução de matéria minha na edição de julho da Revista CRASH)

A Vida Como ela é (ou como gostariam que fosse)

Desde o início dos tempos, o ser humano sonha com o ideal. Traduzindo a idéia para os dias de hoje, buscamos o(a) companheiro(a) ideal, o carro ideal, a casa e o emprego dos sonhos. No entanto, essa difícil idealização sempre tromba com a realidade que cada um vive em seu dia-a-dia: imperfeições, broncas do chefe, vazamento de água no banheiro e espinhas no dia "daquela" balada.

O sonho de viver uma vida perfeita começou a tomar forma quando a Linden Lab foi criada. O ano: 1999. Naquele momento, Philip Rosedale, um antigo executivo da Real Networks, apostou em um sistema 3D onde ele pudesse criar o seu mundo. Sete anos depois, o mundo já não é mais exclusividade dele, e o Second Life conta com residentes de mais de 100 países ao redor do mundo.

Calma lá Para você, que não entendeu do que estamos falando ainda, vai uma explicação: O Second Life, como diz o nome em inglês, é uma segunda vida. Nessa vida, você cria um personagem, chamado de avatar. Ele terá nome, sobrenome, e…vive! Não, o Second Life não é um jogo, com fases a serem vencidas e missões; é uma vida alternativa.

O dicionário define avatar como processo metamórfico; transformação, mutação. E é mais ou menos isso. O avatar, no SL, costuma ser sempre a versão idealizada de seu criador real. Talvez por isso, quando se passeie por lá, existam tantos homens “bombados” e mulheres saídas de um desfile de modelos – claro, nem tudo são flores, e você precisa suar pra melhorar sua aparência também no SL, como veremos mais abaixo.

A definição do Second Life é simples: um metaverso. Sacou? Não? Pois um metaverso nada mais é que um universo alternativo, ou seja, um mundo paralelo onde você pode ser você mesmo, ou (na maioria das vezes) uma pessoa – teoricamente – mais interessante.

The Sims Ao entrar no Second Life, a comparação com o famoso game The Sims é inevitável – a começar pelos gráficos, relativamente parecidos. Porém as semelhanças acabam aí. “Second Life é melhor pois você interage com pessoas reais, e não com o computador”, ressalta Wendell Raphael de Oliveira, 17, moderador da comunidade Second Life no Orkut, a “oficial” sobre o metaverso. Atualmente, são mais de 20 mil membros na comunidade. Wendell considera-se um “veterano” na vida secundária. O usuário já está lá desde 2004, e modera com orgulho a comunidade. “Já criei um tira-dúvidas com mais de 100 perguntas, mas mesmo assim surgem questões novas todos os dias”, afirma.

Como brasileiro é mesmo chegado a uma novidade tecnológica que envolva relacionamentos – vide a matéria sobre o próprio Orkut na última edição da CRASH – não demorou muito para o assunto começar a chegar por aqui. Foi quando a Kaisen Games, ao lado do IG, decidiu comprar os direitos do site para o Brasil. Com a aquisição, o país foi o primeiro – após os Estados Unidos, logicamente – a ter uma entrada exclusiva ao site. O lançamento, prometido para o fim de 2006, só aconteceu em abril deste ano. Hoje, já é possível fazer até compras em reais.

Compras? Sim. Embora seja possível viver e se divertir gratuitamente no SL, também dá pra gastar – e ganhar – dinheiro. Isso explica, aliás, a entrada de várias empresas no metaverso. Os investidores apostam no sucesso do SL no Brasil. Atualmente, o SL já envolve mais de 200 mil habitantes brasileiros, de um total de 6 milhões de internautas. “O SL está modificando a maneira como as pessoas se relacionam na rede”, diz Emiliano de Castro, diretor de marketing do grupo responsável. Embaixadas virtuais são criadas. Já existe até uma sede do PSDB por lá. Universidades, sites de notícias e revistas têm suas versões no metaverso: onde isso vai parar?

Câmbio Flutuante As entradas de tantas empresas e corporações acabam criando a falsa impressão de que o SL é uma mina de ouro para qualquer pessoa fazer a vida – seja virtual ou real. “Conheço muita gente que gasta mais lá do que cá”, diz Wendell. A versão nacional do SL permite compras em reais, que são convertidos para a moeda “local”, o KC$ (Kaisen Cash), facilitando a vida dos usuários – antes, era necessário comprar Linden Dólares. Até o fechamento da edição, um real comprava 1000 KC$ - mas, com a queda do dólar, tudo pode acontecer.

Piadas à parte, apesar do dinheiro rolar solto, Wendell, como um usuário experiente, alerta para as dificuldades por lá – pelo jeito, a crise não rola só por aqui. “Assim como na vida real, conseguir emprego no SL também é complicado”. As barreiras, inclusive, dão chance para que os crimes também aconteçam no mundo virtual. Já há notícias de drogas virtuais, assalto a carros, golpes e até estupro no SL.

Isso, porém, não tira os brasileiros da tela do computador. Assim como o Orkut e o You Tube, o Second Life parece ser a próxima onda. E alguns chegam ao extremo para trazer o avatar o mais próximo possível do mundo real.

“Aproveito as oportunidades que vão surgindo ao longo de minha vida”, diz Sofia Platthy, um avatar do Second Life. A personagem, desempregada, chama a atenção pela beleza. Loira com o cabelo escorrido, olhos azuis brilhantes, um corpo escultural. Sofia possui um perfil próprio no Orkut, onde exibe suas formas na banheira no seu álbum de fotos. Entre os amigos, somente avatares. Ela também possui MSN, onde se comunica com mais residentes do SL. Sofia, que para se virar no metaverso faz bicos como “acompanhante”, quase nada tem a ver com sua criadora real, que se identificou como Cacau. A “dona” de Sofia fica até 3 horas por dia em frente ao computador. “A vida de Sofia gira em torno daquilo que não é possível na minha”, confessa a internauta.

Esse tipo de comportamento é normal? Para uma especialista em psicologia, que preferiu não se identificar, o problema maior ocorre quando a vida no virtual começa a se tornar mais importante que a real. Claro, tudo pode acabar se tornando uma grande moda, algo habitual no mundo da Internet. Na busca pelo ideal, as pessoas fazem como Sofia, e buscam os que lhe falta do lado de cá da tela. “Imagine quantas beldades no SL não são, na verdade, homens”, alerta Wendell, que jamais tentou um relacionamento sério no SL por conta do receio. Sofia, por exemplo, está atrás de um namorado.

Alguém se candidata?

INVADIMOS O SECOND LIFE

Enquanto o conselho editorial da CRASH avalia se vale a pena criar uma edição da revista no mundo virtual (risos), eu estive pelo Second Life durante alguns dias. A entrada, porém, não foi tão simples como eles alardeiam. Apesar de um computador relativamente bom em casa, tive de recorrer a um MAC de um colega. Minha placa 3D, apesar de moderna, não era compatível com os requisitos mínimos do sistema.

Superada a primeira barreira, entrar no Second Life não é complicado. Basta acessar o site
www.secondlifebrasil.com.br, ir em ‘cadastre-se’ e escolher um nome – os sobrenomes são fixos, e há uma lista deles disponível. Para evitar sobrecargas, o site aceita um número máximo de inscrições por dia. Isso significa que, para este repórter, só foi possível o cadastro após uns bons dias de tentativa. Também é necessário fazer o download do “client” (leia-se software), que tem cerca de 10mb.

Para os muquiranas de plantão, é bom lembrar que é possível usufruir do metaverso sem pagar por isso. Apenas pagam quem quiser bens “materiais” por lá, como ilhas, tênis, celulares e carros, entre outros.

Com o nome de Todd Holmer, finalmente comecei a circular pelo SL, e pude saciar um pouco minha curiosidade. O começo é interessante, e há uma lembrança imediata do The Sims, embora o ponto de vista do game seja melhor. O mundo do SL é todo dividido em ilhas. Os mais ricos podem até comprar uma. Não sei bem em que ilha estava quando comecei, mas tive minha primeira decepção com a velocidade do metaverso. Apesar de um belo Mac em mãos, sem uma conexão à internet decente – o que justamente era o caso -, o movimento do personagem é lento e irritante. Na ilha, as pessoas andam de cá para lá. Vê-se de tudo: punks, carecas e góticos. A grande maioria, claro, é de jovens, homens e mulheres, extremamente atraentes (segundo o padrão de beleza em que estamos hoje). Claro, a beleza também é relativa por conta dos gráficos, que deixam um pouco a desejar.

O grande barato quando se está no SL pelos primeiros minutos é clicar no botão “voar”. Isso mesmo, voar. O SL realiza um dos maiores sonhos do homem, e com apenas um clique, você sai voando pelos quatro cantos livremente – claro, só é preciso tomar cuidado para não trombar em ninguém. Mas as maiores surpresas ainda estão em solo.

Como por exemplo, quando vi uma moça vagando “da maneira que veio ao metaverso” (ou seja, nua). Minha curiosidade, digamos, jornalística, foi inevitável, e tive que puxar um papo com ela. A conversa foi breve, já que outros homens lutavam por sua companhia. A razão da nudez era simples: ela procurava roupas novas pra comprar.

Apesar dos problemas, o Second Life é a melhor forma que os humanos encontraram até hoje de tentar idealizar suas vidas. Viver um mundo perfeito, onde tudo é o ideal, a beleza é perfeita, as pessoas não morrem, não sentem sono nem fome.

Na década de 1950, Nelson Rodrigues publicava semanalmente sua coluna no jornal “A Última Hora”. A coluna, chamada de A Vida como ela é, rendeu diversos livros e até hoje é tema em especiais de televisão, teatro e cinema. Nelson, falecido em 1980, infelizmente não teve tempo de ver a bolha da Internet, que gerou fenômenos como o Second Life. No entanto, mesmo meio século atrás, ele conseguia vislumbrar a vida de forma real, em seu cotidiano mais puro e impreciso.

Agora, chegam as notícias de que crime, drogas e desemprego chegam também ao castelo de areia virtual do SL. Pena. O escritor daria boas risadas ao saber disso.

terça-feira, 10 de julho de 2007

TT on the Party, em São Paulo, mostra novas versões do Coupé da Audi

Na porta de entrada, pouco mais de 50 manobristas esperam, em fila. Trata-se do TT On the Party, evento realizado na noite da última quinta-feira para o lançamento oficial do TT Coupé, que contou com quase 1.500 pessoas.

Os manobristas vão recebendo convidados em seus belos carros - muitos deles, da própria Audi. Mas não tão belos quanto as principais estrelas da noite. Os novos modelos TT Coupé estão expostos no grande salão, nas cores preto e prata.

A primeira versão do Audi TT foi lançada em 1998. Em menos de seis meses já era considerado um ícone de esportividade e tornou-se um modelo cult do segmento de cupês esportivos, fato que marcou um novo momento para a montadora alemã.

Por aqui o evento, claro, chamou a atenção. Muita bebida e alguns petiscos. As festas da Audi são sempre famosas, e costumam mesmo atrair algumas celebridades. Pode não ter sido a melhor balada feita pela montadora, mas certamente foi interessante. Entre os famosos, a lista passou por Glória Maria, apresentadora do Fantástico, chegou a Edmundo (o animaaaal) e foi até o irreverente Sérgio Mallandro.

Apesar do lançamento, o maior anúncio da noite chegou somente após algumas horas da madrugada. Sem muito alarde, o Audi TT Roadster foi exibido pela primeira vez publicamente no Brasil.

O Roadster tem como diferença básica para o Coupé o fato de ser conversível. No mais, possui algumas mudanças, como as barras laterais de proteção com acabamento em alumínio, composição de carroceria produzida em alumínio e aço (que proporciona uma sensível redução no peso do veículo) e capota automática. Será comercializado no Brasil a partir de setembro, ainda sem preço sugerido.

Assim como no Audi TT Coupé, o TT Roadster apresenta também motor quatro cilindros 2.0 Turbocharged TSFI, com sistema de injeção direta de gasolina FSI, o que garante ao esportivo uma potência de 200 cv. O carro acelera de 0 a 100 Km em 6,5 segundos e atinge velocidade máxima de 237 km/h.

Na noite da apresentação, o veículo, em vermelho, desceu de uma previsível rampa ao fundo do salão. Mais do que o carro, chamou a atenção as efusivas dançarinas que se esfregavam pelo capô do carro.

A cereja no bolo de descobertas aconteceu na ante-sala do banheiro. Meu celular recebeu materiais publicitários via bluetooth. Papel de parede, protetor de tela, enfim, tudo alusivo à empresa alemã. Teve até um game, em que o Roadster cruza o sul do Brasil pela Rodovia Régis Bittencourt.

Pelo menos no jogo, ela não tem buracos.

domingo, 1 de julho de 2007

Fracasso Americano

Não costumo escrever muito sobre futebol. Na verdade, esta é a primeira vez em que usarei este blog para isso. Mas, sou mais um dos cento e tantos milhões em ação, portanto, deixo aqui uma reflexão sobre o cenário futebolístico atual.

Ver a Copa América é um pouco patético. Há alguns dias, assisti, se não me engano, a Uruguai X Bolívia. Não me lembro quanto foi o jogo. Talvez zero a zero. O que me lembro, certamente, é da falta de futebol apresentado pelos dois times. A deficiência técnica chegou a tal ponto que até os comentaristas na emissora, que normalmente não usam o termo "ruim" para definir a partida durante o intervalo objetivando não espantar o telespectador, não resistiram. Foram todos unânimes em admitir que aquela era uma péssima partida.

Além da deficiência técnica, fica clara - cristalina, eu diria - o contraste entre, por exemplo, a Eurocopa e o nosso torneio. No jogo apresentado na foto acima, por exemplo (crédito UOL), o segundo tempo atrasou. A razão? A rede estava furada. E o juíz simplesmente não sabia como agir. Foi lá um auxiliar, com uma espécie de fio sobressalente, ajudar a fazer uma famosa "gambi", para que o furo fosse remendado. Claro, com o auxílio do goleiro brasileiro, e sob a visão dos demais jogadores. O jeitinho venezuelano.

À parte disso, o momento da seleção brasileira é pífio. Mas, não entrarei nesses méritos, já que a concorrência é grande.

A Copa América é um grande atestado de que, por aqui, só se salva o Brasil e a Argentina mesmo. Mas nós ainda estamos atrás de nossos hermanos: em Buenos Aires não há postes.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

O Novo (e limpo) rato da Disney


Talvez seja efeito das férias, ou do momento vivido, ou ainda devido ao fato de ter sido minha primeira cabine de imprensa. O que importa é que Ratatouille, da Disney Pixar, é um grande filme. Roteiro impecável, do início ao fim. Originalidade e criatividade ao máximo. Quem já imaginou um rato (rato mesmo, do mais comum) que sonha ser um chef de cozinha em Paris? Pois é essa a teia principal que fia toda a trama.

Além dos previsíveis - mas não menos surpreendentes - avanços tecnológicos em um desenho que quase em nada lembra um desenho, fica a marca da Pixar sobre a Disney. Ao contrário do rato (tecnicamente, camundongo) original da marca, criado há mais de meio século, aqui não há tios e sobrinhos apenas. A história é muito bem tecida, envolvendo uma família de ratos e um aprendiz de cozinheiro. Destaque também para os cenários que envolvem a Torre Eiffel (claro que, aqui, a cidade ajuda em qualquer obra).

Particularmente, gostei muito do final (que não vou relevar aqui, logicamente) extremamente plausível e realista. Fosse talvez um filme do Mickey, o final teria sido entediantemente chato. Ratatouille nos dá o prazer da alta gastronomia, e mostra que, como diz um dos personagens do filme, anyone can cook (qualquer um pode cozinhar). E nós acreditamos nisso.

Talvez seja a deixa para eu, finalmente, começar meu curso de culinária - no entanto, acho que será melhor abrir mão de ratos falantes.

domingo, 24 de junho de 2007

(reprodução de matéria minha na revista Bizz)
(Só) Para colecionadores?


Elvis não morreu? Se depender dos discos do artista, certamente não. A Sony BMG, detentora da RCA, lançou, de 16 de agosto de 1977 até hoje, quase 150 discos do cantor. A maioria desses lançamentos, claro, é composta de intermináveis coletâneas ou relançamentos de antigos álbuns em edições especiais. Com o passar dos anos, porém, a companhia e a família de Elvis se incomodaram com o crescente número de bootlegs, ou seja, discos piratas feitos por fãs-clubes espalhados ao redor o mundo. Para combater esse mal, foi criado em 1º de julho de 1999 o selo Follow That Dream, ou simplesmente, FTD.

No catálogo da FTD entram materiais que - segundo a gravadora - só interessam aos fervorosos seguidores do Rei do Rock, como shows, ensaios e alternate takes (Elvis gravava todas suas canções “ao vivo” em estúdio – Can’t Help Falling in Love, por exemplo, teve mais de 20 takes até que o artista ficasse satisfeito). Acontece que muito material lançado pelo selo FTD interessaria, e muito, a qualquer apreciador de boa música. É o caso de An American Trilogy (capa acima), anunciado em maio, que traz Elvis e sua banda no auge musical em uma turnê em Las Vegas no ano de 1972.

Infelizmente, a maioria das lojas por aqui só possui (poucos) discos do cantor distribuídos pela BMG. Quem quiser garimpar entre as raridades da FTD – atualmente, já passam de 60 álbuns pelo selo – pode acessar
www.shopelvis.com, onde também é possível fazer pedidos online. Já se foram 30 anos, mas os fãs de The Pelvis continuam sendo mimados.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Ainda quero falar mais sobre este emocionante vídeo. Aguardem.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Back to Black
Amy: Branca com voz de negra (mais uma)

Em qualquer atividade da vida, a comparação é inevitável. Todo dia, surgem novos Pelés, Ayrton Sennas, Chacrinhas e afins. E o mesmo acontece na música.

Talvez por isso Amy Winehouse tenha dado de ombros quando disseram que seu estilo lembrava o da memorável e cativante Billie Holiday. Tal qual a americana, esta britânica de apenas 24 anos também encanta por sua voz rouca, negra e anasalada.

Pois os tempos mudaram, os costumes também, mas a filosofia continuou a mesma. Sam Philips, o lendário dono da Sun Records, berço do Rock'n Roll e Rythm'n Blues dos anos 1950, disse uma vez: "Se eu encontrar um branco que tenha voz de negro, ganharei 1 milhão de dólares". Ganhou muito mais quando achou Elvis Presley, mas isso é outra história.

Amy Winehouse era apenas um nome que soava bonito até outro dia, não fosse um CD que surgiu por acidente em meu carro, fruto do esquecimento do meu irmão. E Amy ficou lá por vários dias, em uma mídia que não continha nenhuma identificação. Por acaso invadiu o som do carro. E, depois disso, foi paixão nos primeiros acordes.

O disco em questão, Back to Black, é recente, de 2006. Contém apenas 10 canções, número relativamente baixo em uma época onde iPods de 80GB circulam por aí. Mas são 10 belas canções. Amy é conhecida na Inglaterra por seus problemas com bebida. Fruto de marketing ou não, ela transpôe, de forma cínica e provocativa, esses problemas para suas canções.

E faz isso logo na primeira frase da primeira canção, Rehab. O título não é sem querer. Ela fala justamente da insistência da família em interná-la em uma clínica de reabilitação, mas ela se recusa. Recusa sim, mas com muito funk, soul e metais cirurgicamente inseridos na música.

Destaque tbm para a canção 2, I'm No Good, em que ela se auto-declara no good para um possível ex-namorado. Uma farra, com uma batida de bateria muito envolvente.

Amy Winehouse conseguiu me surpreender. Mesmo em um cenário musical cercado de Avrils, Josses, Norahs e Corinnes, Amy corre por fora. Pode não roubar a cena, mas definitivamente tentará levar o champagne.
Back in Black

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Em Interlagos, a mais de 300 km/h numa Ferrari F430

Manhã fria, chuvosa e com ventos gélidos que parecem praticamente nos implorar para permanecer na cama. Talvez até fosse o caso, não estivesse eu prestes a embarcar em uma Ferrari F430 em cinco minutos que nunca passaram tão rapidamente.

O acontecimento ocorreu na última semana. O evento, chamado de Pósitron Racing Day, tinha como principal chamariz uma volta a bordo do bólido vermelho, avaliado em singelos R$ 1,5 milhão (cerca de míseros 3 milhões de reais), pelas curvas do Autódromo José Carlos Pace.

Além da imprensa, clientes foram convidados. Tirar uma foto do carro era tarefa difícil. Fazê-la sem que alguém estivesse ao fundo então, missão quase impossível. Cadastro feito, lá fui eu para a área dos boxes onde a Ferrari estaria me aguardando. Logicamente, estaria somente ao lado do piloto. Este sim, sentiria os quase 500 cv em suas mãos.

Ao ver o carro pela primeira vez, confesso que senti um misto de frustração com admiração. O carro estava ali, OK. Mas, cheio de adesivos promocionais colados na lataria, perdeu um pouco do glamour que cerca a lendária marca italiana. Além do mais, fatores como sujeira, aliados ao próprio cenário do dia – cinza e pálido - tiraram aquela imagem de “Salão do Automóvel” que costumam preencher nossas mentes. Não era um carro tilintando, reluzente, ao lado de uma linda modelo. Não vi nada disso por lá – incluindo a modelo – mas, inegável o fato, era uma Ferrari.

A impressão só começou a mudar mesmo quando embarquei no carro - mesmo assim, não tão rapidamente. O painel empoeirado, somados aos tapetes molhados e sujos, mais uma vez, tiraram a ideologia que tinha de encontrar um carro brilhando. Uma vez colocado o cinto, chegou a hora de acelerar.

E aí tudo mudou.

Na saída, receoso, o piloto Jorge Neto expressou sua preocupação com o piso molhado – a chuva fina ainda tomava de assalto o conforto da imensa fila que aguardava sua vez de andar na Ferrari. Em poucos segundos – ou até 4,1, segundo divulga a fábrica - o carro já atingia 100 km/h, e ainda estávamos dentro dos boxes. No sentido contrário.

Neto deu um belo giro de 180º para iniciar a volta em Interlagos, a partir da reta dos boxes. Aquela foi minha primeira volta dentro do autódromo de Interlagos. Um circuito com curvas que já estou cansado de conhecer, desde os tempos de infância quando ainda sonhava ser um piloto. Mas foi somente ali, ao vivo, na pista, que percebi não conhecer nada, na verdade. Curvas que pareciam abertas eram fechadas; as lentas, eram rápidas. E retas, até então curtas pra mim, foram longas e instigantes.

No meio do trajeto, Neto deu uns giros (ou os famosos “cavalos-de-pau”) com a Ferrari, enquanto contorcia os dedos, que subiam e desciam as marchas atrás do volante, no formato “borboleta”. O volante, aliás, traz o botão engine start, que por vezes me deixava na dúvida: era um carro de passeio ou um Fórmula 1?

E o F430 é um pouco das duas coisas. O carro conta com diversas tecnologias vindas do circo da F1, como volantes inteligentes, ou controle do diferencial, que “gruda” o veículo ao solo. Gruda, mas o talento do piloto ajuda. Jorge Neto confessou a dificuldade em segurar o carro na pista molhada, e ainda comparou a Ferrari ao stock-car que dirige em campeonatos. “O número de cavalos é o mesmo, mas o stock é mais leve”, diz, pouco antes de um sorriso previsível.

Na reta dos boxes, não cheguei a olhar o velocímetro para saber se o carro chegou aos 310 km/h prometidos pela empresa. Mesmo assim, a velocidade, aliada ao ronco do motor, impressiona.

Fim da volta, de volta ao mundo real, semáforos e faixas de pedestre. Chegando ao meu carro, notei como o tapete estava limpo e bem cuidado. O painel não tinha pó, tampouco eu ostentava propagandas na parte externa. Mas foi só puxar uma segunda, enquanto saía do estacionamento, para ver a Ferrari, ao longe, rodando pelo circuito, com o felizardo da vez. A uma distância tão grande quanto a que me separa dos milhões de reais que a comprariam.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Fiéis Seguidores
13 anos depois, túmulo de Senna reúne os mesmos fãs

Há 13 anos, eles estão lá, faça chuva ou faça sol. Sempre, à beira de um não tão frondoso Ipê, descansam suas vistas, refletem e mantém acesa a chama do ídolo Ayrton Senna, morto em 1º de maio de 1994. E não são poucos. No Cemitério do Morumby, amantes de automobilismo, curiosos e turistas de passagem pela cidade se juntam aos que, religiosamente, estão lá todo começo do quinto mês.

“Ayrton Senna é sinônimo de esperança, sonho e vitória”, resume o entregador de panfletos Antônio Paulo Baptista, 45, ou simplesmente Senninha, como é conhecido na cidade onde vive, Capão da Canoa (RS). O gaúcho enfrenta 18 horas de viagem todo ano, e fica durante boa parte do dia ao lado do túmulo de Senna. O fã é figurinha reconhecida por muitos no local, apesar da mudança este ano – veio com um macacão amarelo, em vez do tradicional vermelho dos anos anteriores. “Queria fazer uma homenagem ao Pan”, diz Baptista, que não entrega panfletos somente em Capão da Canoa, mas também para os visitantes do Cemitério. Nos papéis, mensagens religiosas e de esperança. Na entrevista, Senninha reforça a mensagem aos governantes: “desativem a FEBEM, uma escola do crime”, enquanto revela dezenas de imagens em seu álbum ao lado de famosos globais.

A imagem do piloto Ayrton Senna ainda é forte para a maioria de nós, mas é inegável que aos poucos perde um pouco sua força. Nesse sentido, algum trabalho foi feito em 2004, quando se completaram 10 anos de sua morte, mas após isso, pouca coisa. Prova disso acontece quando chega uma mãe ao túmulo com duas crianças, de, no máximo, 6 anos: “Mãe, quem é esse aqui?” pergunta um dos meninos, apontando para um grande cartaz com recortes, cartas e fotos de Senna. Afinal, uma criança hoje com 13 anos somente sabe de Senna por imagens no You Tube ou comunidades no Orkut. Inexorável, o tempo.


Cartaz direto do Japão, em frente ao túmulo de Ayrton

Felizmente, Senna não era um herói exclusivo do Brasil, mas mundial. Isso explica, mesmo 13 anos após sua morte, cartazes vindos do Japão, ou a presença de Mechthild Hemmer, uma alemã de Colonia – terra do rival Michael Schumacher. A fã veio ao Brasil especialmente para o dia 1º de maio. “Deixei marido e filhos, que tiveram que aceitar minha decisão”, afirma. Nos anos anteriores, Mechthild não veio a São Paulo, mas a Ímola, na Itáliam no circuito que levou a vida de Ayrton. Lá, como muitos, deixa flores e homenagens em frente ao monumento de Ayrton, um enorme busto erguido no ponto onde ocorreu a batida. “Muitas crianças vão lá, é impressionante”, diz a torcedora, que aprecia o grande carisma de Ayrton. “Hoje, vejo um pouco desse carisma em Lewis Hamilton”, confessa. Ela, como muitos, não deixou de reparar nas cores do capacete do inglês, revelação da McLaren, que tem partes muito similares ao do tri-campeão brasileiro. Sobre Schumacher? “É um bom piloto, mas não gosto dele”, resume.

Por aqui, claro, o profissionalismo não é o mesmo. Não há bustos no cemitério. E a única homenagem mais forte na cidade, a controversa estátua em frente ao túnel que carrega seu nome, é constantemente alvo de vandalismo. Até alguns anos, havia pelo menos a Banca do Montanha. Lá, em frente à entrada do cemitério, um pequeno estabelecimento vendia fitas K-7 com o “tema da vitória” e camisetas temáticas, entre outros badulaques. Mas já fechou há muitos anos. No dia 01/05, somente alguns rapazes tentavam vender réplicas do capacete do piloto. Alguns chegavam a oferecer a peça para visitantes ao lado do túmulo – o preço, singelos R$ 300,00.

Baptista, o Senninha, é um dos que não cai na tentação de venda dos jovens. Ele mostra, com orgulho, um certificado de que possui um capacete pintado por Sid Mosca, o artista que criou e fazia as pinturas do acessório de Senna. “Há apenas 1.000 desses”, exalta.

Já Carlos Augusto, técnico em instrumentos musicais, não tem um capacete para ostentar. Ele possui um Corcel II, do mesmo ano ao que era usado por Ayrton. “Na adolescência, aos 17, 18 anos, ele adorava pegar o Corcel do tio e correr com o carro”, explica. Carlos tem “gasolina no sangue”, como diz. Seu pai, Augusto Orlando Virardi, faleceu em 1983 após ver Nelson Piquet bi-campeão, pela TV. O fã de 41 anos presta uma homenagem ao pai indo todo ano aos GPs de Fórmula 1 em Interlagos, como fiscal de pista. Ano passado, esteve lá, e lembrou dos tempos de Ayrton ao ver Massa vencer. “Foi um amigo meu quem entregou a bandeira a Massa” conta orgulhoso, sem esconder a emoção ao fazer a inevitável comparação com Senna.

Talvez não haja mais a Banca do Montanha. Também não são muitas flores no túmulo como era de se esperar. Mas a imagem de Ayrton permanece. Longe das pistas, discreta e serena, mas repleta de fiéis, cada um com sua história e ligação particular com o ídolo.

segunda-feira, 30 de abril de 2007



Lhasa, já ouviu falar? Não, não a raça do cachorro. A capital do Tibet mesmo. Tibet, onde o Brad Pitt ficou sete anos - acho que foram sete.

Enfim, só queria falar de Lhasa nesta manhã de segunda devido a um jornalista, o José Antônio Ramalho. Estou auxiliando-o (como RP) na tentativa dele de cruzar o Himalaia de bicicleta. 1.100 km, em altitudes até 5.000m. O cara é louco. Mas, entende disso, e é um louco levando uma câmera da Sony Ericsson, o que justifica meu trabalho.

Dia 1º começa a pedalada. Boa sorte a ele. A viagem pode ser acompanhada (já está no ar) pelo blog http://himalaiadebike.blogspot.com, que tem imagens realmente impressionantes da cultura de lá.

Ah, e na verdade o que queria dizer é que a tecnologia realmente assusta. O cara está no fim do mundo (bem, tecnicamente ele já esteve no fim do mundo oficial, em 2005, mas isso é outra história), e trocou SMS comigo em questão de segundos. Impressionante... Mesmo trabalhando com isso, ainda não consigo deixar de me assustar com certas "facilidades" que nos cercam.

Facilidades mesmo?
Na Trip deste mês, dedicada ao trabalho, tem um texto muito bom sobre isso. Algum dia comento-o por aqui (quem sabe hoje ainda, já que estou completamente à toa nessa véspera do Dia do Trabalho).

sábado, 28 de abril de 2007

A Gripe ataca




E, enquanto ela está aqui, muita leitura, descanso e reflexões (sempre elas).


Ah sim, também muito violão - mas sem a voz, já que a garganta e a falta de ar tbm estão ruins.


Duas músicas que se completam no momento:


Have I told you lately I love you?
(já disse que te adoro hoje?)

Have I told you lately that I love you?
Could I tell you once again somehow?
Have I told with all my heart and soul how I adore you?
Well darling I’m telling you now

Have I told you lately when I’m sleeping
Every dream I dream is you somehow?
Have I told you why the nights are long when you're not with me?
Well darling I’m telling you now


In My Way

I may not be here tomorrow
But Im close beside you today
So lie to me a little, say you love me a lot
And Ill be true to you in my way

Love never goes on forever
At least thats what wise men all say
So smile when you kiss me, tomorrow you may cry
But Ill be true to you in my way

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Los Hermanos (editado, como deve ser)

Posso ouvir o vento passar,
Assistir à onda bater,
Mas o estrago que faz
A vida é curta pra ver...

Como pode alguém sonhar
O que é impossível saber?
Não te dizer o que eu penso
Já é pensar em dizer

Não sei mas
Sinto que é como sonhar
Que o esforço pra lembrar
É a vontade de esquecer...

E como será? O vento vai dizer
Lento o que virá,e se chover demais,
A gente vai saber,claro de um trovão,
Se alguém depois
Sorrir em paz.

Não é fácil, viu? Ainda não acabou...
Chaos and Creation in The Backyard



Existem casos em que a gente é surpreendido positivamente. E isso vale em tudo, claro. Só que aqui, especificamente, vou falar do novo (já não tão novo assim) álbum do ex-beatle Paul McCartney. Gostaria muito de escrever uma crítica sobre o álbum em alguma revista ou site musical. Como não tenho essa facilidade (ainda), meu blog será a sede dessa auto-gratificação.

Paul mostra em seu último trabalho que ainda existe o Beatle que o mundo viu e tanto se acostumou. O disco Chaos and Creation in the Backyard, assim como o seu primeiro pós-Beatles, McCartney's, foi quase inteiramente gravado pelo artista. Gravado mesmo, em cada instrumento, desde bateria, baixos e violão, até instrumentos menos ortodoxos, com flautas indianas e harmônicas.

A diferença para seu primeiro álbum solo, claro, está no singelo fato de que, à época, ele divulgou o disco na mesma época de Let It Be, o derradeiro álbum do quarteto - tamanha era sua revelia ao grupo.

Quase quarenta anos depois, Paul ainda tem disposição para escrever e gravar boas músicas. Embora o CD não tenha sido um estouro de vendas - chegou à 10ª posição nas paradas inglesas -, agrada tanto a jovens como aos tiozinhos (em idade ou na cabeça mesmo).

English Tea, de um arranjo belíssimo, remete aos primórdios Londrinos do chá com limão da tarde. Já Fine Line, que traz o título do disco em sua letra, é de uma simplicidade entusiástica. Sir Paul mostra que não é necessário inventar e quebrar a cabeça em experimentações como nos tempos de Pet Sounds ou Sgt Peppers... Ainda há espaço para trabalhos simples e de boa qualidade. Ok, talvez espaço até o 10º lugar, mas há.

P.S: Agora, como não cantarolar mentalmente os primeiros versos de Ob-La-Di, ObLa-Da quando ouvimos o início de Friends To Go...

segunda-feira, 23 de abril de 2007





Fim-de-semana conturbado, o último. Mas, felizmente, terminou muito bem, com uma tarde de domingo cheia de reflexões e descompromissos banais, mas legais.



Agradeço por todos que estão em minha vida. Todas as pessoas boas. A tudo que conquistei, e que ainda quero conquistar.

Uma boa semana a todos(as).

quarta-feira, 18 de abril de 2007



Nem tudo são flores...
Mesmo quando pensamos estar preparados, não estamos.
Estou ao seu lado para o que precisar, Woo.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

I Encontro Pan-americano do Joly


Comemorando o I dia da Justiça Social Pan-americana (14 de abril), chamei alguns amigos do trabalho (e afins) para uma pequena confraternização em casa.

Presenças ilustres, algum rock'n roll, música e fotos no celular, Fernando bêbado (como há muito não via) e risadas de sobra.

Foi muito gostoso, mas o pessoal levou tanta bebida que estou seriamente pensando em marcar uma festa extra, só para acabar com as bebidas...
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terça-feira, 10 de abril de 2007




...e assim, após 3 dias de Páscoa, tudo mudou (não que eu tenha pedido por isso).








domingo, 8 de abril de 2007

Páscoa
(Sinônimo de renovação, segundo me disseram hoje durante partes do dia)

A renovação nem sempre é rápida, simples e indolor.

Ganhamos.
Perdemos.

Sofremos, choramos, rimos e sorrimos.
Rezamos.

Erramos, e rasuramos.
Reagimos, reatamos.

Arrependemos, e de repente
Revemos, em redes de ressentimentos

Robertos, Renatas, regras
Burocracia, resfenol pra relaxar

Roxo, rasgo e remendo
Assim, sem renovar?

Raramente é rápido e rasteito
Prezo pela reavaliação
Reparação de danos

Um dia, revendo o de repente,
Arroubos* de repentes

E, sem estar com repelentes,
Ressuscitamos.