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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Na final do Aprendiz 6

Desde a primeira edição do Aprendiz, acompanho a final ao vivo (um amigão meu trabalha na Record). Desta vez, o evento foi maior, no Memorial da América Latina. Em um local como esse, pela farra, vale bancar o fã. Portanto, acompanhe o drama abaixo.

Estava disposto a tirar uma foto com um aprendiz. Minha meta era essa naquela noite. Tentei foto com a Marina (a vencedora), mas o fotógrafo de plantão apertou o botão errado no meu celular. Não saiu foto. Tentei com a Karina, a vice, mas não consegui. Tentei com a Maitê (a mascote), mas o meu amigo fez um vídeo em vez de fazer foto. Tentei de novo, não rolou mais uma vez. Simpática, a fotografada ofereceu sua própria câmera para fazer foto. Fiz a foto, mas como e quando vou conseguí-la? A Maitê deu o e-mail dela pra mim. Pedi a foto, mas vai saber se ela vai mandar?

Cansado, chateado e frustrado por não tirar uma foto com nenhum deles, já estava desistindo quando encontro com ele na saída. Não resisti, precisava pedir uma foto. E então...


... tirei uma foto com o grande Claudio Former (ou Forner?), conselheiro, "empreendedor" e consultor do Sebrae!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Se alguém conseguir ver
até o fim, é um herói


Eis o que você está perdendo por não ver The Sopranos, no Warner Channel.


the sopranos, uncensored. from victor solomon on Vimeo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Mosquitos preferem quem assiste TV a cabo?


Alguém além de mim já reparou no anormal número de propaganda de repelentes que preenche os intervalos de diversos canais pagos?

Raid, Protex e SBP são algumas das marcas que me lembro agora. Canais como Warner Channel, Fox, FX e Sony são os mais atacados pelos insetos. E, como na TV a cabo nada se cria, tudo se reprisa, as propagandas estão lá o tempo in-tei-ro. Bastam alguns minutos para ver os bichinhos, sempre no formato de desenho animado, tentando picar o desprotegido filho da família que dorme despreocupadamente.

E os comerciais são bizarros.

Um deles mostra uma mãe saindo do trabalho e ligando pro marido: "Querido, liga o forno e passa o SBP na casa". Quem faz isso?! Segundos depois, a casa aparece envolta em uma redoma virtual que impede a presença de qualquer invasor não desejado. Quando a patroa chega, entra pela porta e abre um sorriso, sentindo a proteção que é terrível para os insetos. Para os insetos.

Em outra, a criança veste as roupas de trabalho do pai, médico, e dá uma aula de como se proteger aos colegas. Eis que chega o doutor papai, um ator tão ruim que machuca, para passar as mensagens do produto e terminar dizendo de forma canastrona: "agora me dá minhas coisas que o papai precisa trabalhar!"

A pior talvez seja a dos mosquitos animados, liderados pelo mosquito da dengue. Maior que os demais, o Aedes tem o abdômen definido e músculos por todo o corpo (?). Voando pela casa sem proteção, os mosquitos ainda verificam os itens tecnológicos da casa. "Olha, tem até laptop. Quanta tecnologia e nenhuma proteção!", brada um dos pequeninos pernilongos.

Comerciais mal produzidos à parte, queria saber qual a razão do fenomenal interesse por essas empresas pelo consumidor da TV paga. Ok, trata-se de um público mais segmentado e de melhor nível aquisitivo, mas por que só eles? E os demais ramos da indústria? Não investem?

Tanto repelente assim em tão poucos canais é terrível para o telespectador. Para o telespectador.

domingo, 31 de agosto de 2008

À Prova de Tudo, um teste de estômago no Discovery Channel

E eis que, assistindo ao Discovery Channel, acabo pegando o programa À Prova de tudo: o Cardápio de Bear. O conteúdo? Uma hora inteira com o "melhor" das viagens do tal Bear, um maluco que diverte-se nos mostrando o que é possível comer quando estamos em uma situação de abandono completo em um local remoto.

Não passou nem meia hora ainda e eu já descobri que, no deserto do Saara, você pode comer uma aranha viva, que uma cobra é extremamente saudável no Panamá e as fezes de elefantes africanos possuem bastante água para te salvar a vida. Mais? Pois saiba que os testículos de um bode, quando comidos cru, são ricos em potássio e podem representar a diferença entre morrer e viver mais algumas horas.

Em cada uma das "iguarias", ele comenta quantas calorias ela possui. Um butídio, uma das mais mortíferas espécies de escorpião que existem (isso segundo o canal, claro), possui menos de 10 calorias. Ou seja, você teria de comer vários deles em um deserto para viver. Isso, claro, se conseguir separar a parte venenosa da "boa". Ainda assim, corre o risco de contrair doenças devido a possíveis parasitas presentes no escorpião.

A questão é: quantos de nós já passou, ou ao menos conhece alguém que chegou perto de passar por algo minimamente semelhante às situações propositadamente vividas pelo apresentador? Nota-se: ele ainda faz questão de mastigar com a boca aberta, assim é possível ver detalhes sórdidos (como se o programa inteiro já não fosse um) como as patas da aranha viva sendo esmagadas ou o sangue de um olho de carneiro escorrendo pelos lábios.

Qual a verdadeira intenção de um programa como esse? Audiência ou uma incrível e fascínora prestação de serviços?

De qualquer maneira, já sei que não passo mais sede nessa vida. Afinal, segundo Bear, em situações extremas é possível beber sua própria urina. "Afinal, se você fizesse xixi no chão, estaria desperdiçando todo aquele líquido", comenta o sujeito, complementando com a cereja no bolo de momentos grotescos: "mas atenção, só faça isso em último caso."

Para qualquer maluco interessado, abaixo tem um pouco das peripécias de Bear.


quarta-feira, 2 de julho de 2008

Criticando a FOX


Estou aderindo à campanha contra a absurda decisão da FOX de dublar 100% da sua programação, o que ocorreu em julho de 2007. Boa notícia para os dubladores apenas. Afinal, pagamos a TV a cabo para assistir ao programa dublado? Quem quer dublagem, vai pra TV aberta!

Ou, se a FOX quer dar liberdade de escolha ao assinante, que ofereça um serviço decente. Hoje, pela NET Digital, por exemplo, já existe a opção de SAP e legendas no canal. Triste é constatar que as legendas vêm trocadas, fora de sincronia, ausentes e com erros de português.

Sem mais, digo apenas que deixei de ver a FOX quase em sua totalidade (hoje meus preferidos são WBTV e FX). E apoio a campanha que encontrei no site Teleseries.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Transmitindo um desfile de Carnaval
Valentes são os endinheirados (ou não) narradores que ficam com a missão de transmitir a passagem das Escolas de Samba

Tenho em VHS um material que gostaria muito de passar aqui, mas infelizmente não tenho ainda a tecnologia (leia-se paciência) para converter arquivos - mesmo sendo uma pessoa ligada nessas coisas modernas.

Trata-se de um dos quadros do Vida ao Vivo - note: o Vida ao Vivo, e não o Vida ao Vivo Show. Foram no máximo vinte quadros, no meio do Fantástico, lá pelos idos de 1997. Cresceram tanto que ganharam um horário próprio, com o sobrenome Show. Mas a fase boa foi somente a inicial mesmo.

Comandado por Luís Fernando Guimarães e Pedro Cardoso - e apenas por eles -, o especial satirizava cenas e momentos insólitos da vida. Em cada domingo, um novo tema. Teve adolescência, encontro de amigos de infância, festas chatas, dívidas, etc.

Procurei no You Tube, mas nenhuma alma caridosa colocou lá, um dos quadros que trata justamente do Carnaval. E foi desse quadro que lembrei agora, enquanto via um pouco da transmissão do desfile das Escolas de Samba de São Paulo pela Globo.

No quadro, eles mostram as famosas entrevistas de salão, em que nenhuma informação útil é debatida, e que, em meio ao som infernal, tanto entrevistador como entrevistado não escutam um ao outro. Em outro esquete, apresentadores de um desfile de fantasias tentam narrar as fantasias. Cômico.

Vendo agora Chico Pinheiro confabulando em torno da origem do sorvete, percebo o quanto admiro essas pessoas. Ou então, elas devem ganhar muito bem mesmo (o que é mais um motivo para eu admirá-las). Afinal, passar horas e horas debatendo sobre os temas usados pelas escolas, elogiando plumas, cores e mostrando um entusiasmo que tenta ser passado como autêntico, é admirável mesmo.

Não escondo de ninguém que não me agrada nem um pouco o Carnaval. Respeito a festa, até acho as músicas interessantes, mas ir a um desfile, ainda não é uma prioridade.

Será que sou eu o errado? O Carnaval é realmente uma festa que atrai milhões de pessoas do mundo todo e só eu não gosto? Seria essa festa pagã uma "forma de encontrar o seu verdadeiro eu e exorcisar os demônios da alma humana"*? Felizmente, ainda temos o poder da escolha. Assim, que me perdôe o velho Chico, mas deixei ele no mudo, e a ala das baianas agora dança ao som de "Who'll Stop The Rain", do CCR.

E deixa a vida me levar.

* Trecho usado pelo entrevistador no quadro do Vida ao Vivo mencionado. Se alguém mais se lembrar disso, agradeço. É bom saber que não sou o único que decorou o programa.