terça-feira, 28 de maio de 2013
Eu já desisti de São Paulo
sexta-feira, 8 de março de 2013
Teste: Asha 311
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| Asha 311, o pequeno valente da Nokia |
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| Asha 311 de perfil... |
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| ...e de costas |
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| Na mão, o Asha 311 tem uma ótima pegada |
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| A tela de bloqueio do N9 e do Asha 311 |
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| O swipe aplicado no Asha 311... |
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| ...e no N9. Quase igual, porém (bem) mais lento no Asha |
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| Recebendo uma chamada no Asha 311 |
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| Foto tirada com o Asha 311 |
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| Foto tirada com o Lumia 800 |
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| O teclado do Asha 311 ao lado do N9: assim como o irmão mais velho bastardo, o teclado também pode ser recolhido com um swipe pra baixo |
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Estación Sur
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| Não é Buenos Aires, mas quebra o galho |
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| Quadro ressaltando a tradicional humidade argentina - foto de Rubia Pria |
Estación Sur
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Elvis in Concert - show em São Paulo
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| Elvis In Concert: você jura que ele está ali, com o resto da banda |
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| Primeiras músicas foram retiradas do "Aloha From Hawaii" |
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| Elvis cantando "If I Can Dream" |
É difícil avaliar um show como esse, que eu espero há tantos e tantos anos, e separar o profissional do pessoal. Mas, como este é, justamente, um blog pessoal e não uma reportagem para uma revista, dane-se: o show é espetacular. Qualquer um que goste de rock, blues, gospel e afins deve assistir a um show desses. Sim, o Elvis não está lá, mas o calibre dos músicos somente já é mais que suficiente para uma noite memorável.
Ainda há ingressos disponíveis. Quem quiser, pode ir atrás em www.ingressorapido.com.br ou no site do Via Funchal.
1. Also Spracht Zarathustra (Theme from 2001: Space Oddissey)
2. See See Rider (Aloha)
3. Burning Love (Aloha)
4. Welcome To My World (Aloha)
5. Steamroller Blues (Aloha)
6. You Gave Me A Mountain (Aloha)
7. That's All Right (That's The Way It Is)
8. Don't Cry Daddy (That's The Way It Is)
9. Introductions By Elvis / Johnny B. Goode (Aloha, com improvisações)
10. Heartbreak Hotel (That's The Way It Is)
11. Don't Be Cruel (That's The Way It Is)
12. Blue Suede Shoes (That's The Way It Is)
13. Are You Lonesome Tonight? (That's The Way It Is)
14. Love Me Tender (That's The Way It Is)
15. Hound Dog (That's The Way It Is)
16. If I Can Dream (68 Comeback)
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| Revivendo as músicas que inspiraram uma geração |
domingo, 7 de outubro de 2012
Diário dos Andes - Parte 1
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| Zooógico de Santiago |
Como de costume, não poderia deixar de escrever sobre minha última peripécia internacional. Desta vez, o local escolhido foi o Chile, que se dividiu em Santiago e seus arredores, além do deserto do Atacama, com uma breve passagem pela Bolívia também.
A ideia do post é retratar um pouco alguns locais interessantes deste país que, confesso, me surpreendeu bastante. Sim, nas aulas de geografia que temos quando criança, pensamos no Chile apenas como aquela "tripa" comprida e fina que percorre parte da América do Sul. Bem, essa tripa é bem comprida, na verdade. Sim, o Chile ainda é bem pequeno para se percorrer "horizontalmente" no mapa. De Santiago à praia, por exemplo, não leva nem duas horas. Mas há bastante para se conhecer por lá.
Bom, a viagem se dividiu da seguinte maneira:
Parte - Santiago, duração de sete dias
Parte 2 - Atacama, duração de seis dias
Parte 3 - Santiago de novo, três dias
Como são muitas coisas para compartilhar, vou até certo ponto aqui, depois paro e continuo em um novo post.
Começo dizendo que o Chile nunca me atraiu. Nunca foi um país que desejei visitar. Mas, por favorecimentos interessantes (parentes que por lá vivem e milhas), pareceu interessante. Em Santiago, tivemos estadia gratuita e confortável, o que barateou e muito a viagem.
Devo dizer que Santiago foi uma grata surpresa. É enorme! Não esperava uma cidade com tanta estrutura e carros. Sim, carros. Se você é de São Paulo como eu, irá se acostumar rapidamente com o trânsito de Santiago. A diferença é que, por lá, ele acontece quase que exclusivamente nos horários de rush, enquanto que em Sampa toda hora e dia pode ter trânsito.
De uma maneira geral, a cidade parece ter requintes europeus, mas com menos partes históricas e monumentos. As avenidas também não são largas e planejadas, mas há viadutos, alças de acessos e túneis enormes que atravessam longos trechos de Santiago.
Sim, há a poluição. Santiago é mundialmente conhecida por sua poluição de níveis alarmantes. Não apenas por culpa deles, mas pela topografia da cidade. Ela é inteiramente cercada pelas montanhas dos famosos Andes. E não é brincadeira. A barreira física realmente impede que o ar circule. Há um parque lá, bem no alto, em que se pode ver a estátua de uma virgem e ter uma boa visão da cidade. Ali, fica claro como a poluição paira sobre a população de Santiago:
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| Mancha: em Santiago, é proibido usar lareira por conta da poluição |
Bem, de novo, pra quem é de São Paulo, não é nada que nos impeça de viver normalmente. Sim, o ar fica um pouco mais seco e árido, somada à altitude. Mas em 1 dia você já acha que viveu lá a vida inteira.
Clima
Santiago tem um clima bem agradável dependendo da época do ano. No auge do inverno mais rigoroso, pode até nevar, mas você sobrevive. Fui no meio de setembro. Ainda estava frio, mas um bom casaco, um gorro e luvas eventuais já ajudam.
O dinheiro chileno é meio confuso. Não vale tanto como o nosso, mas também não vale pouco. A moeda lá é o peso chileno. Tudo vale muito. Isso porque os números são gigantes. Qualquer coisinha custa 3 mil pesos chilenos, o que lembra os mais antigos (eu incluso) do período pré-real no Brasil, quando um refrigerante custava 3.500 cruzeiros. É mais ou menos a mesma coisa, só que sem a inflação. E para converter esse valor em reais? Em linhas gerais, 1000 pesos chilenos valem 2 dólares, que valem mais ou menos 4 reais. Ou seja, a regra é cortar os zeros e multiplicar por 4 para ter uma noção.
Santiago é bastante cara. Mas não tão cara quanto o Brasil. É preciso garimpar. Roupas, algumas valem a pena. Peças de cozinha e banheiro valem muito. Bebidas, mais ainda. Vodkas de qualidade custam algo como 25 reais no supermercado.
Roteiro
Durante a semana em Santiago, eis o que fizemos, mais ou menos:
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| Com uma vista dessas, qualquer refeição fica boa |
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| Traga seu churrasco, bebidas e nós damos a estrutura |
Valle Nevado - Sim, não dá pra ir a Santiago e não dizer que esquiou né? Bem, pelo menos isso foi o que tentamos. Eu nunca tinha visto neve, que dirá ter um esquí no pé. Durante o dia que passei na neve, fiquei impressionado e revoltado: impressionado com o talento de algumas crianças. Revoltado com o esporte em si: as montanhas de neve devem ser apreciadas apenas. Não sei quem foi que achou que aquilo lá era um esporte.
Tudo é incômodo. Além do óbvio frio, há o calor por usar tanta roupa. Ceroulas, calças, blusas, camisetas, tudo isso vai por baixo de uma grossa roupa para esquiar. Junta-se a isso uma bota que também poderia ser chamada de tortura: uma peça pesada, que deixa seu pé absolutamente imóvel ("precisa ser assim ou você pode quebrar o pé"). Se esquiar com a bota já é ruim, andar com ela é uma tarefa hercúlea. Descer uma escada lembra aquela clássica cena do robô gigante em Robocop tentando descer uma escada.
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| Valle Nevado: sim, é lindo. Mas como cansa... |
Claro que tudo não acaba por aí. Você ainda precisa carregar aquela merda de esqui por onde anda. Sim, pq não é o dia inteiro que você estará com ele nos pés. Ah, carregue também aqueles dois pauzinhos que ficam caindo o tempo todo. Que saco.
Esquiar é difícil. Com apenas 5 ou 6 horas de diversão, nem tentei fazer aulas. Foi um fiasco. Um colega me ensinou rapidamente como descer. Mas não ensinou como levantar no meio da descida. Resultado: na primeira pirambeira, caí. Como não conseguia levantar, desci a rampa inteira à pé mesmo.
Importante: leve água, protetor solar e um bom óculos escuros (resistente, claro). A neve queima bastante. Ah, outra coisa: o caminho para chegar ao Valle Nevado é tortuoso. 35 curvas numeradas seguidas de mais 18 numeradas (não me pergunte pq eles não somaram). Todas as curvas são íngremes, apertadas e com um barranco do lado. Controle-se para não ficar enjoado durante o trajeto. Mas fique tranquilo pq a volta é ainda pior: afinal, é descida - e com o barranco (e a fria morte) a metros. Se estiver dirigindo, faça-o com muito cuidado.
Por enquanto é isso. A qualquer momento volto com mais um diário dos Andes! Espero que curtam!
terça-feira, 12 de junho de 2012
Viajando com um smartphone
Já trabalho com telefonia celular há alguns anos - quase oito, na verdade. De lá pra cá, uma revolução aconteceu nesse mercado - e continua acontecendo. Nunca tive, porém, a experiência de realmente usar um produto fora do país, durante uma viagem. No exterior, meus celulares sempre se limitaram a, no máximo, serem usados como câmeras. E isso quando as câmeras em celulares já estavam muito boas, o que não aconteceu até pouco tempo.
Pois bem, nesta viagem resolvi utilizar bastante meu aparelho. A começar pela internet. Afinal, smartphone sem internet nos dias de hoje é mais ou menos como computador desconectado. Fica meio estranho, né? Então, aderi ao plano TIM Passport, para usar internet fora do Brasil sem preocupação.
Qual foi o produto usado por lá? Levei dois. smarts e um acessório. O Nokia N9 foi meu companheiro inseparável durante quase toda a jornada. Como backup, um Lumia 800, mas que nem precisou sair da mochila. Junto com ambos, mais um item essencial: um carregador portátil. Funciona de maneira simples: você deixa esse carregador portátil, pouco maior que um cartão de crédito, carregando durante a noite no hotel. Aí, ao longo do dia, se a bateria do seu celular acabar, é só conectar o carregador nele e voilá, ele carrega como se estivesse na tomada. O carregador não foi usado todo dia, mas vale prevenir, né? Os smartphones avançaram muito mais do que as baterias, então, ter uma carta na manga desse tipo é fundamental para você não ficar na mão - tecnologicamente falando.
O que mais levei? Uma câmera fotográfica dedicada - a câmera de 8 megapixels do meu telefone cobria a maioria dos momentos, mas na hora em que o zoom é importante, ela fez diferença. Além disso, gravar vídeos no celular também consome bastante bateria - então, a câmera também ajudava nessas horas. E, finalmente, um fone de ouvido, daqueles que entram na orelha (legado do querido N900).
Antes de embarcar, também pensei em outros pontos: carregar meu telefone com aplicativos que seriam úteis. Bem, sabemos que o forte do N9 não é sua oferta de apps, vasta como a do iPhone ou Android, mas ele deu pro gasto. Primeiro, e principalmente, pelo Nokia Mapas. E falarei dele daqui a pouco. Também baixei um app para fotos panorâmicas e um guia de viagens. No Lumia 800, levei o Trip Advisor instalado, que acabou não sendo necessário.
Bem, o meu smartphone foi bastante útil de diversas formas, então vou elencá-las de acordo com a prioridade. Vale lembrar que, sendo este um post pessoal, minhas opiniões são absolutamente isentas de favorecimento à Nokia, ok? Desta forma, o que falo a seguir é o que realmente acredito, e não "papo de vendedor".
Mapas - sem dúvida, o uso do GPS foi incrivelmente agradável e gostosamente surpreendente. A solução de mapas da Nokia é altamente eficaz - afinal, a empresa é dona da NAVTEQ, empresa de base de dados de mapas. Ou seja, a solução está dentro de casa.
Dirigindo em São Paulo, o principal uso do GPS acontece na orientação por voz, em português e com nomes de ruas. Ajuda muito no trânsito e já me faz lembrar com distância da época em que usava aqueles pesados guias de ruas embaixo do banco do carro. Mas, no exterior, o esquema foi outro. Afinal, eu usei os mapas, essencialmente, caminhando.
A primeira vantagem: os mapas estão dentro da memória do aparelho. Antes de viajar, em casa e conectado ao Wi-Fi, entrei no aplicativo de mapas e baixei as cidades que visitaria (Londres e Paris). Isso significa que, para ver os mapas, não precisei conectar na internet. Os mapas funcionaram totalmente offline. Muita gente que não entende muito de tecnologia acha que usar o GPS significa conectar à internet. Qual a resposta? Depende. Se o seu smartphone usa o Google Maps (a maioria é assim), aí você vai precisar se conectar para baixar os mapas. O Google Maps no celular é bem rápido, mas você precisa ter uma conexão ilimitada de dados ou terá um susto quando ver a conta (ou precisa ter um plano de dados ilimitado).
Se o seu smartphone é Nokia, você não precisará de internet para ver os mapas. E, para isso, é só verificar se as configurações dos mapas estão offline ou online. A internet é usada em combinação com o GPS, no modo online, apenas para "apressar" a localização do aparelho pelos satélites. Mas, vou te dizer, usei o Nokia Mapas na Europa, sem conexão, e ele me achava em questão de segundos.
Além da localização, o Nokia Mapas também me ajudou a encontrar locais de interesse. Era só digitar o nome do restaurante ou da rua e pronto, ele me indicava onde estava. Com uma solução de GPS, foi bem gostoso "se perder" nas ruas de Paris e Londres. De maneira simples, eu apenas olhava onde estava no mapa, onde queria chegar e saía caminhando. Resultado: apenas no primeiro dia de Paris, andei 26 quilômetros!
Resumindo: dá pra usar GPS em viagens? Dá. Prático, rápido e barato, mas cheque como ele funciona antes de embarcar. Recomendado.
Câmera - Se o seu smartphone tem uma câmera boa, aproveite. É uma mão na roda tirar fotos com o próprio telefone em vez de ter que ficar carregando um trambolho no pescoço. O trambolho faz fotos mais elaboradas? Faz. Mas também serve como crachá ("sou turista!") e é grande demais. O mais barato de tirar as fotos mesmo foi usar o aplicativo Nokia Panorama. Ele faz fotos panorâmicas bem fácil: basta tirar uma foto, começar a girar o telefone para direita, esquerda, pra cima ou pra baixo, e ele vai automaticamente encaixando a imagem sem precisar apertar mais nada.
Ficam incríveis. Na verdade, acho que o mais legal mesmo é fazer as fotos, já que é complicado imprimir fotos panorâmicas, né? Sou um fã desse tipo de imagem desde os tempos em que usava o Sony Ericsson W800, o primeiro Walkman. Na época, a câmera já conseguia encaixar três imagens juntas na câmera, então sensacional com seus 2 megapixels (estamos falando de 2005). Fui para Memphis em 2006, fiz fotos panorâmicas e imprimi algumas. Ficaram ótimas, estão até hoje lá na gaveta, sem um porta-retrato que tenha o tamanho apropriado...
Se você não usa um Nokia, veja se sua câmera já não tem esse aplicativo. Se não tiver, procure na loja de apps. Eles são vários e comuns de achar.
Ainda sobre fotos, vale lembrar que, a não ser que você tenha um Nokia PureView (aquele com 41 megapixels), provavelmente suas fotos noturnas não ficarão boas com o smartphone. Quando escurecer, portanto, não arrisque: na hora de uma foto boa, de preferência à câmera dedicada e seu flash Xenon. A maioria dos smartphones hoje possui flash LED. É bom? É, mas não chega perto do flash Xenon, muito mais potente.
(Diferenças: o flash LED é contínuo, pode ser usado como lanterna ou para fazer vídeos de noite. Tem potência menor, mas ilumina de forma ininterrupta. Flash Xenon: tem alcance e luz muito mais fortes que o LED, porém é rápida e instantânea.)
Música - Antes da viagem, enchi meu aparelhinho azul com músicas diversas. Coloquei até os clássicos do Tião Carreiro e Pardinho, prevendo que ficaria com saudade das modas de viola brasileiras. Me imaginava andando pelas ruas da europa com meu fone de ouvido e empolgado pelas canções de casa.
Não foi nada disso que aconteceu. Praticamente não ouvi música nenhuma. Primeiro, por um motivo simples: são músicas que já tinha. Não queria ouvir coisa velha. Segundo: queria ouvir o meu novo velho mundo. Queria escutar idiomas. Andar por Londres é escutar 8 idiomas em um quarteirão - e isso me enchia de empolgação. Não sei francês, mas queria ouvir os franceses falando. Queria cheirar, ouvir, tocar e sentir a cultura de lá, entendeu?
Resumindo: Dá pra ouvir música durante viagens? Dar, até dá. Mas eu achei absolutamente desnecessário quase o tempo todo. Só ouvi uma coisa ou outra durante uma viagem de trem.
Internet - Viajando pela primeira vez com um pacote de dados ao exterior, a experiência foi diferente. Afinal, ter acesso ao Facebook, Twitter e demais pragas sociais seria o máximo. Bem, até foi legal, mas só no começo.
A impressão é que as pessoas gostam de colocar suas fotos de viagens o Facebook só para os outros verem - não pq realmente querem fazer aquilo. E a coisa é meio como uma febre. Quando vi, estava desesperado conectado ao Twitter e Face apenas para dizer pra todo mundo que estava no Louvre ou qualquer ouro lugar.
Resultado: depois de dois dias conectado em Paris, desencanei. Ver e-mail? Estava de férias. Ver as novidades dos meus amigos no Facebook? Pra quê? Melhor gastar horas andando, andando e vivendo a viagem. Além do mais, smartphone conectado significa uma diminuição considerável na bateria. A única exceção, no restante da viagem, ficou por conta do Foursquare - esse é vício mesmo, admito. Como o pacote do TIM Passport cobra do usuário apenas quando ele usa os dados no exterior, deixei para me conectar ao Foursquare apenas quando tivesse uma rede Wi-fi gratuita disponível (e bati meu recorde de pontos em uma semana!).
Resumindo: dá pra usar dados de internet no exterior? Dar, até dá. As operadoras estão criando ofertas interessantes, como essa da TIM. Mas leve em consideração se você realmente precisa disso. Amigos meus inundam nossas timelines com fotos de cada momento de suas viagens, em tempo real. Você quer se conectar ou só aparecer? Pense nisso antes de tomar sua decisão.
Há outras características interessantes que eu poderia detalhar, como os jogos, o bloco de anotações, os contatos, mas o post já está imenso.
Se tiverem dúvidas, comentários ou questões técnicas, comentem!
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Brandi Carlile - mais uma descoberta musical
Versão ao vivo:
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Tanto fez...
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Novo layout
Next!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Pra você, criança
terça-feira, 19 de julho de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

É difícil analisar um álbum que, na verdade, foi criado originalmente para servir de suporte a um verdadeiro show de luzes, acrobacias e pessoas da estrutura do Cirque Du Soleil. A música que acompanha esses shows é, na verdade, uma trilha sonora que é inteiramente concebida para ser perfeitamente sincronizada com cada momento da apresentação ao vivo.
Mas, como a maioria de nós, mortais, não pretende ir para Las Vegas em breve, nos resta analisar apenas o CD Viva Elvis, do circo citado, e que serviu de trilha sonora para o show homônimo.
Para começar, fica claro que Viva Elvis, o show, foi inspirado no espetáculo Love, dos Beatles, um sucesso mundial. Só isso já faz o esquema todo perder alguns pontos. Não é de hoje que o marketing do quarteto de Liverpool está alguns passos à frente do feito para o Rei do Rock.
A segunda decepção aparece com o número de músicas. Apenas 13 faixas estão no disco. Duas (Love Me Tender) são repetidas. E três são curtas, apenas introduções ou interlúdios. Ou seja, restam 10 faixas para realmente curtir.
Qualquer DJ ou músico atual sabe a dificuldade que é mexer em versões de Elvis Presley. Nos últimos anos, a Sony BMG apostou nessa ficha com Presley. Tudo começou com a bem sucedida A Little Less Conversation, um lado B do cantor que foi hit mundial graças a uma campanha durante a Copa do Mundo de 2002. Depois disso, a escolhida foi Rubberneckin´, uma boa música de 1969. O sucesso não foi o esperado.
A terceira tentativa, em 2008, foi com as músicas natalinas do Rei. Elvis Christmas Duets foi o primeiro álbum dueto do artista – neste caso, apenas com cantoras do cenário country norte-americano. Além das vozes femininas, todo o instrumental foi refeito. O resultado foi satisfatório.
Agora chega Viva Elvis, o álbum, em lançamento mundial. Segundo o responsável pelas novas versões da música (não lembro o nome dele agora), esta seriam as músicas de Elvis se fossem gravadas atualmente. Bem, Viva Elvis é um disco cheio de erros e com alguns acertos – acertos que, é verdade, quase compensam o álbum todo.
Mesmo os mais entusiastas dos fãs de Presley não poderão negar que não faltou pesquisa. As músicas incluem diálogos raros de Elvis, entrevistas, trechos de diversas músicas e gritos, murmúrios ou gargalhadas do cantor. Pelo menos houve esforço.
Inicialmente, vamos a uma análise mais detalhada, faixa por faixa. Após isso, o veredito final (se você estiver com pressa, já vá para o resumo no fim do texto).
Opening – uma ótima sacada começar o show com o tema de “2001: Uma Odisseia no Espaço”. Como muitos sabem, essa era a maneira de Elvis iniciar seus shows durante quase toda sua carreira na década de 1970. A abertura é cercada de inserções de vozes do próprio Elvis, retiradas de outras músicas e até de filmes. Para o fã, dá uma boa impressão, como falei: mostra que os responsáveis pelo disco pesquisaram.
Blue Suede Shoes – Elvis voltou aos palcos, após anos fazendo apenas filmes, em 1969. Na ocasião, escolheu Blue Suede Shoes, um antigo hit, para abrir as músicas. Porém, não espere nada parecido aqui. Todos os instrumentos originais foram retirados. Ficou apenas a voz do cantor. A nova Blue Suede Shoes talvez não agrade os fãs ou os defensores do tradicionalismo, mas não há como negar que a música ficou repaginada e atual. Uma gaita muito bem tocada combina com uma guitarra mais pesada e uma bateria forte. Só ficou a voz de Presley. Vale a pena e é uma boa abertura.
That’s All Right – Essa já é um pouco mais complicada. That’s All Right é considerada por muitos especialistas o marco zero do rock’n roll. Gravada em 1954, praticamente um monumento do rock. Mexer com uma gravação dessas pode ser uma heresia, não importa o que façam. No entanto, para quem não se importa com nada disso, o resultado também ficou bacana. Alguns instrumentos originais foram mantidos. Embora a voz de Elvis seja da versão original, eles a misturam com versões ao vivo do cantor, e a introdução foi tirada da famosa versão acústica de 1968. Se ficou pior que a original? Acho que sim. Mas é bem mais provável que esta consiga animar uma festa, enquanto a de 1954, nem tanto.
Heartbreak Hotel – Aqui eles acertaram bastante o ponto. A música ficou bem mais moderna, mas sem perder a essência. Mesmo quase 50 anos após a gravação dessa música, instrumentos como o piano foram mantidos, o que mostra o impressionante poder que essa canção teve na época que foi gravada.
Love Me Tender – O primeiro grande erro do disco. Pessoalmente, eu acho que Love Me Tender jamais deveria ser incluída no set list. É uma música íntima, gravada apenas com voz e violão, e que foi perfeita daquela maneira. Qualquer tentativa de atualizar uma música como essas soará como uma grande ofensa. Até hoje, aceitei apenas uma versão de Love Me Tender: a de Tony Bennet, gravada ao vivo em um tributo a Elvis, em 1994.
O erro fica ainda maior pois, junto com Elvis, está uma cantora. Honestamente, não me dei ao trabalho sequer de saber quem é. Simplesmente não combina. Elvis entoa os versos dessa canção quase suspirando. A voz feminina inserida não mostra relação alguma. Absolutamente descartável.
King Creole – No Brasil, essa música, que dá título ao filme homônimo de 1957, não é tão conhecida. O resultado do trabalho deles ficou bastante interessante. O baixo, que dá vazão à música, ficou bem mais forte, vivo e presente. O solo espichou um pouco, mas manteve o mesmo estilo. Talvez a única crítica à música sejam as vozes femininas que acompanham Elvis no refrão. Elas não só cobrem a voz dele, como mudam o tempo original da canção. Mas, de novo, para quem não é fã, ficou bem mais interessante. Ponto.
Bossa Nova Baby – Definitivamente a melhor música do disco. Não há o que questionar aqui. Consegue superar a versão original, de longe. A voz de Presley ganhou força, assim como todo o conjunto da música. Dançante, empolgante, rítmica, agitada. Bossa Nova Baby foi composta nos anos 1960, e mostra um pouco a ignorância dos norte-americanos, que usaram o título de bossa nova em uma canção que nada tem a ver com o ritmo brasileiro. Mas, curiosidades históricas à parte, levante e dance. Vale muito a pena.
Burning Love – Após a energizante bossa nova, Burning Love deveria acompanhar o ritmo. Mas não consegue. Ainda prefiro a versão original. Não ficou ruim, mas é relativamente fraca.
Memories – Seria interessante ver como ficaria uma versão moderna de Memories, um clássico do 68 Comeback Special. No entanto, a faixa, instrumental, é apenas uma introdução para a catástrofe maior que vem a seguir.
Can’t Help Falling In Love – Uma obra-prima das baladas românticas, e totalmente arruinada. Os produtores de Viva Elvis resolveram mexer em um dos maiores sucessos de Presley e simplesmente a destruíram. Primeiro porque, assim como Love Me Tender, não há como melhorar a versão original, de 1961. Segundo, porque novamente adicionaram uma voz feminina. Que, além de não acertar a letra da música, não segue o estilo original gravado pelo cantor. O resultado é uma música sem identidade, que começa lenta, apenas com o violão, mas absorve uma bateria eletrônica, uma cantora aguda demais e não diz a que veio. Presley interpreta a canção como uma balada calma e com tons havaianos. A moça do dueto acha que está cantando com Mariah Carry. Confesso que tive dificuldades de ouvir até o final.
You’ll Never Walk Alone – Muitos não sabem, mas a faceta religiosa de Elvis Presley era poderosa. O artista gravou vários álbuns gospel ao longo da carreira, que lhe resultaram em prêmios Grammy. Porém, alto lá. Esse verdadeiro hino espiritual também é apenas uma introdução para a faixa seguinte. Lamentável.
Suspicious Minds – Eis uma música interessante. Diferente da maioria das anteriores, ela foi gravada em 1969, quando o cenário musical já era um pouco mais semelhante ao atual (se comparado com o fim dos anos 1950). Eu gostei. Bem diferente da versão original, com algumas mudanças no tempo da música e uma batida interessante.
Love Me Tender 2010 - Suspicious deveria ser a última selecionada, mas como não se deram por contente, resolveram incluir outra. Ah, mais um dueto. Agora com a cantora latina Thalia. Bem, minha opinião permanece. Mas a Thalia pelo menos foi mais sutil em sua interpretação e ficou mais próxima da versão original. Não vale a pena, mas não é uma tragédia.
Resumo
O que fica? Bem, Viva Elvis não faz nem cócegas ao disco que, originalmente, o inspirou (Love, dos Beatles). São poucas músicas e, quando você começar a se animar, já terá acabado. Ainda assim, é um trabalho válido e uma nova forma de ouvir algo velho. Claro, o resultado deve ser muito melhor quando inserido a uma apresentação em Las Vegas do Cirque Du Soleil.
Para fãs de música em geral, fica um gostinho de “quero mais”. Seria interessante ver um trabalho similar em outras músicas do artista. Elvis Presley tem um vastíssimo repertório de lados B, no estilo Bossa Nova Baby, que poderiam ser explorados. Quem sabe esse disco seja uma forma de começarem a notar isso.






























