
Ah sim, como saber que é realmente minha mesa? A foto dentro da foto, bem no alto da imagem, revela...:-)

Ontem a Rede Globo encerrou (espero) com chave de “ouro” o irritante, exaustivo e repetitivo caso Isabella. Durante a transmissão da partida entre São Paulo e Atlético Nacional pela Copa Santander Libertadores, a emissora decidiu interromper completamente a transmissão do jogo para exibir imagens dos pais da menina sendo levados para a delegacia. Imagens de um camburão, no escuro, com centenas de desocupados na rua, em uma noite fria, bradando os previsíveis gritos de “assassino” e outros insultos.
Como uma deliciosa ironia, saiu um gol do São Paulo justamente durante a transmissão interrompida. Sendo assim, para quem não possui o canal pago SporTV, a única opção foi escutar o gol do São Paulo pelo rádio, já que nem isso sensibilizou a emissora carioca a, pelo menos, exibir a tela dividia em duas. Não, o caso “da menina Isabella” recebeu atenção total, com menosprezo aos telespectadores que deixaram de comprar ingressos para o Morumbi, buscando assistir à partida no conforto de seu lar (acredito que é natural para todos que não estou comparando a importância de uma partida de futebol com um assassinato, ok? A questão aqui é outra).
Torço para que o acontecimento de ontem - como mencionei na primeira linha - tenha sido ao menos o primeiro passo rumo ao fim dessa gananciosa e mesquinha denominada “cobertura jornalística”. Todas as emissoras usaram e abusaram de um caso trágico. O que era no início, sim, prestação de serviços, tornou-se um martírio diário nas TVs, revistas e jornais. Ao ponto da própria Globo, com seu famoso “padrão de qualidade” (sic), dedicar uma manhã inteira ao caso, sem intervalos comerciais, algo que ela nunca havia feito.

Apareceu uma na sua frente? Mude logo de faixa. Dá azar ficar atrás de Kombi.
Esse senhor nascido na França, sempre com uma cara rabugenta e com óculos garrafais, foi a primeira pessoa que eu me lembro de odiar. A palavra é forte, sei disso. Mas na infância tudo ocorre de forma superlativa, autêntica e sem preconceitos. Balestre, para os que não sabem, foi o maior inimigo que Ayrton Senna teve na Fórmula 1. Muito além de Prost, Mansell ou Schumacher, apenas rivais na pista.